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  • SERÁ QUE A TEOLOGIA É POSSÍVEL? PODE-SE ELABORAR UM DISCURSO SOBRE DEUS?

    02 Março 2010

    Em sentido estrito, está muito certo o que disse Karl Barth: “Só Deus pode falar sobre Deus." De modo que, em termos absolutos, há somente uma teologia infalível, perfeita, que é a teologia de Deus, a sua Palavra. Contudo, podemos elaborar um discurso atual sobre Deus.
    Deus existe, tem atuado e tem falado. Quem se aproxima de Deus deve crer que ele existe (Hb 11.6). Esse Deus vivo e verdadeiro, eterno,tem agido no tempo dos homens. Ele é o criador de todas as coisas, o soberano. Todavia, apesar da sua grandeza, não deixou o ser humano, sua criatura, no abandono ou na ignorância. Pelo contrário, revelou-se tanto de forma geral como especial. Ele revelou-se em sua criação e em sua Palavra: encarnada e escrita."Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias nos falou por meio do Filho" (Hb 1.1,2). São as Escrituras que contém o registro desse falar de Deus. Seu centro é a pessoa de Jesus Cristo, o Verbo, a Palavra, o Logos de Deus (Jo 1.1,14). As Escrituras constituem o texto da teologia, porque o tema dessa ciência não é Deus em absoluto mas Deus em sua revelação. O conhecimento que conseguimos adquirir sobre Deus não será exaustivo - não podemos esgotar Deus!, mas mesmo assim, verdadeiro, porque está fundamentado em sua revelação.
    A teologia é possível a partir da realidade de que o ser humano foi criado à imagem de Deus. A afirmação básica da Bíblia em relação ao ser humano é precisamente esta: o ser humano foi criado por Deus à sua imagem e semelhança. De alguma maneira, que a teologia depois tratará de definir, o ser humano é portador da imagem de Deus. É essa semelhança que permite ao ser humano escutar Deus e lhe responder com fé. Não se trata de uma fé que é um mero assentimento intelectual a certas fórmulas. Trata-se de uma fé que é uma atitude de respeito e obediência a Deus, uma disposição que envolve toda a pessoa: intelecto, emoção, sentimento, vontade. Jesus disse que, “se alguém decidir fazer a vontade de Deus,descobrirá se o meu ensino vem de Deus ou se falo por mim mesmo"(Jo 7.17). O requisito para todo conhecimento teológico autêntico é a disposição para realizar a vontade de Deus.
    A teologia é possível pela ação iluminadora e didática do Espírito Santo. Assim como o Logos é o intérprete do Pai ("tornou conhecido" em Jo 1.18, no original grego, é (exegetô) indicando que Jesus Cristo é o intérprete,"faz a exegese" do Pai), o Espírito Santo é quem torna possível que conheçamos as coisas de Deus. Paulo disse que "Deus o revelou a nós por meio do Espírito. O Espírito sonda todas as coisas ,até mesmo as coisas mais profundas de Deus" (1 Co 2.10). E acrescenta:"Das coisas que Deus nos tem dado [...] também falamos,não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito" (v. 12,13). Em outros termos, podemos dizer que estudamos e elaboramos teologia pela misericórdia de Deus a nós concedida pela ação do Espírito de Deus. Não há teologia se o Espírito está ausente.
    Contudo, o que significa que a teologia não tem limites? Vejamos. Como toda ciência, a teologia aspira um conhecimento exato e autêntico do objeto que estuda, porém sua certeza e autenticidade não são sinônimos de infinitude nem de exaustividade, pelo contrário, ainda está em vigor a pergunta registrada em Jo 11.7: "Você pensa que pode descobrir os segredos de Deus e conhecer complemente o Todo-poderoso?" (BLH). Também devemos atentar à exclamação de Paulo em Romanos 11.33: "Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e inescrutáveis os seus caminhos!” Por mais perspicácia que tenha o teólogo, jamais conseguirá conhecer em toda a sua dimensão a eterna sabedoria de Deus. Seu conhecimento será verdadeiro porém limitado. Por outro lado, nem sempre a linguagem humana é suficiente para expressar adequadamente as verdades de Deus. Além disso, apesar de a Bíblia ser a Palavra de Deus e completa em si mesma para tudo o que precisamos saber sobre a salvação, com certeza ela não é exaustiva. Em certos assuntos sobre os quais gostaríamos de ter mais informações, ela guarda silêncio ou nos fornece dados escassos. Todavia, à parte dos limites assinalados, também podemos dizer,que assim como em outras ciências o conhecimento é incompleto, o mesmo ocorre com a teologia. A isso se junta o problema da hermenêutica que deve ser aplicada ao estudo da Bíblia. E, finalmente, falta-nos discernimento espiritual nas coisas de Deus, devido à nossa finitude e ao nosso pecado

    Fonte: Informativo vigiai

    A LIVRE MISERICÓRDIA

    04 Fevereiro 2010

    “Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia; compadecer-me-ei de quem eu aprouver ter compaixão” (Romanos 9)

    O evangelho moderno está completamente equivocado quanto ao conhecimento de Deus. Na mensagem tão agradável às perspectivas carnais o homem está entronizado e Deus é tido como o seu serviçal. Na teologia moderna Deus é visto como alguém que faltou com justiça, por isso os homens estão sofrendo.

    No evangelho pregado por Paulo Deus se revela aos homens por meio de sua misericórdia. Eis aí a porta aberta para que miseráveis pecadores tenham o conhecimento do verdadeiro e glorioso Deus. Qualquer outra mensagem que tranque a porta da misericórdia a fim de apresentar outras portas abertas às necessidades humanas, não é proveniente da Palavra da verdade; não é o evangelho da glória de Cristo, (2Coríntios 4:4) é, porém o evangelho anunciado pelos falsos mestres, de forte atração à carne. Nessa mensagem quem aparece é satanás, o deus deste século (2Coríntios 4:4), o esperto pai da mentira. Ele é louvado e admirado por corações soberbos e amantes deste mundo.

    Em Romanos 9 temos a mensagem da verdade, o evangelho que humilha o homem, glorifica a Deus, porém conduz a alma condenada ao seu lugar próprio – no pó. Eis aí o Deus que se revelou aos pecadores! Eis aí o Deus que em nada necessita de miseráveis pecadores como nós! Eis aí o Deus que se usasse de justiça, segundo nossos merecimentos, ordenaria para que fôssemos imediatamente banidos na eternidade de terror.

    O Deus que se tornou conhecido dos pecadores por meio da Sua misericórdia é livre para agir como Ele bem quiser. Ele nada deve a ninguém; não existe concorrente com Ele, porquanto é Ele o único soberano Senhor; de nada necessita, porquanto é suficiente Nele mesmo e não necessita absolutamente de qualquer coisa para ser mais Deus do que Ele é e será eternamente. Ele é Deus salvando pecadores e continuará sendo Deus se a ninguém salvar.

    Tal verdade conduz os homens ao temor e tremor. Afinal, vermes como nós vamos nos atrever a tomar uma postura diferente? Como resultados do sermão de Pedro no dia de pentecostes, três mil pessoas foram compungidas no íntimo ante a verdade que elas eram completamente culpadas. Foi ali que o Deus de misericórdia entrou em ação para salvar e encher suas almas de um contagiante e contínuo temor.

    Como pode o homem ser achado pelo Deus de misericórdia? A resposta é simples: Quando o homem for encontrado em humilhação perante Ele. Ele é o Deus dos contritos e quebrantados; é o Deus que tem prazer em comunicar com aqueles que estão no pó, reconhecendo sua culpa e buscando perdão e purificação no Filho. Amigo leitor, o próprio Filho de Deus veio ao mundo e tornou-se um verme como nós, a fim de que tornasse nosso perfeito redentor e salvador. Pense bem, aquele que jamais conheceu pecado entrou aqui para conhecer a profunda miséria humana a fim de tornar-se nosso glorioso mediador.

    Todo verdadeiro crente sabe o que significa o Deus de toda misericórdia. Não há lugar no crente para arrogância, atrevimento e presunção. O genuíno crente sabe que é o que é pela força da poderosa graça, por isso submete-se continuamente aquele que tanto lhe amou. A misericórdia coloca o homem no lugar de um verdadeiro homem, para andar no caminho da humildade até o dia final.

    Meu amigo, corra desse evangelho que parece ser de Deus, mas sondado e examinado à luz do evangelho pregado por Paulo não passa de outro evangelho. Satanás continua bem ativo em querer imitar a Deus. Aproveite a oportunidade para cair aos pés daquele que foi enviado para salvar perdidos.

    Fonte: Pr. Sena

    DEPRAVAÇÃO TOTAL

    05 Novembro 2009

    image “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” Salmo 51:5

    É tremenda a hostilidade dos homens contra a doutrina da depravação total. Os homens amam a lisonja espiritual e adoram ouvir que eles são descendentes da pureza da santidade e que estão cheios de justiça. Ficam rangendo os dentes quando ouvem a Bíblia denunciando sua origem na miséria do pecado. Não podem tolerar um João Batista chamando-os de “raça de víboras” (Mateus 3:7), nem tampouco um Jesus afirmando serem eles “filhos do diabo” (João 8:44). Não toleram a verdade bíblica porque a Palavra Viva denuncia a origem do homem em sua queda e expulsão do Éden e aponta seu destino para o fogo eterno.

    O salmista confessou sua triste situação no pecado quando caíu no adultério e cometeu assassinato (2 Samuel 11). Foi depois que bebeu o amargo fel do desgosto da ira divina que aquele homem soube a respeito do que verdadeiramente significa o pecado no íntimo. O Salmo 51 é o homem chegando perante a face Santa e Justa do Grande Deus e ali expondo perante o Trono de Misericórdia o que ele realmente é. Não foi uma desculpa do salmista; não foi uma tentativa de se justificar pelos seus horrendos atos cometidos; não foi uma transferência de sua culpa para sua mãe. Foi uma genuína confissão.

    Na confissão de Davi vemos o homem como ele exatamente é. Não há disfarce ali; não há lugar para hipocrisia. A verdade vista por Deus em seu íntimo ficou escancarada perante sua face de terror, de tal maneira que a única solução foi clamar pedindo misericórdia diante do Trono de Misericórdia.

    Diante da face compassiva do Senhor, o salmista confessa sua situação no pecado. Ele está acordado para o fato que entrou neste mundo já pronto e quentinho para cometer iniqüidade: “Eu nasci na iniqüidade...”. Quando nasceu, debaixo de sua língua infantil já tinha veneno de víbora e estava pronto para blasfemar contra Deus e atacar seu próximo. O adultério e assassinato estavam no recôndito do coração como lobos prontos para o ataque na ocasião própria.

    O salmista está tomado pela realidade do pecado, de tal maneira que ele vai ainda mais profundo mostrando a causa de tudo isso: “... Em pecado me concebeu minha mãe”. Fora gerado no pecado; veio de um Adão pecador; sua mãe ficou grávida de um pecador e não de um santo; de um impuro e injusto. Davi ficou sabendo do que ele realmente era, e que toda bênção do seu viver até aquele momento foi a atuação da graça de Deus.

    A doutrina da depravação total mostra o que somos por nascimento: “Eu nasci na iniqüidade...” e a nossa origem: “...em pecado me concebeu minha mãe”. Precisamos saber dessas coisas e o mundo perdido precisa ouvir a respeito dessa verdade que é tão salutar para as almas conhecer a suficiência da Graça de Deus.

    Enviado por: Pr. Sena

    A TRISTE ESCRAVIDÃO DO PECADO

    14 Outubro 2009

    “Não é isso que te dissemos no Egito: deixa-nos, para que sirvamos os egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios do que morrermos no deserto” Êxodo 14:12.

    Não se pode esperar da natureza humana algo melhor. Servir ao pecado é a coisa mais saborosa para a mente carnal. Os quatrocentos e trinta anos de dura escravidão no Egito sob a mão cruel de Faraó, em nada conscientizaram o povo de Israel da grandeza, do amor e do poder de seu Deus. Não importava as chicotadas, as mortes de suas crianças, o ser um povo sem uma pátria própria, sem religião própria, sem liberdade, etc; em nada era motivo de regozijo trilhar sob o Poderoso Braço de Jeová no caminho certo para Canaã, sua pátria.

    A natureza pecaminosa do homem é assim, prefere ficar no vale do pecado, servindo ao pecado, do que servir a Deus. A natureza maligna do pecador não pode suportar a liderança de Deus, nem confiar nas providências de Deus. Se for puxada com uma corda para a subida rumo ao céu, logo a corda romperá e ela rolará de volta ao lugar que tanto ama. O mundo é seu lugar aprazível e suas recompensas passageiras tanto lhe atraem.

    Por que a escravidão do pecado? Primeiro, porque há uma falsa impressão de liberdade no pecado. Seu coração enganoso e enganado lhe joga confetes e lhe assegura que ele tem direitos de viver do jeito que gosta e que esta vida aqui é a melhor. Segundo, porque o pecado lhe assegura uma normalidade no viver, que há plena segurança no caminho por onde está indo, que há proteção e que nada há de censura. Terceiro, porque há um sabor de prazer no pecado, e o campo do prazer é vastíssimo. O horizonte do viver mundano é lindo e apresenta muitas doçuras de promessas agradáveis para um viver melhor nesta vida. Quarto, porque o próprio pecado fornece um aparato religioso no coração sossegado do pecador. Há uma paz do pecado e com o pecado e seu deus aparece constantemente para lhe sussurrar no íntimo que tudo está bem e que haverá um final feliz na jornada. Quinto, porque não há qualquer dispositivo no pecador escravo do pecado que lhe faça interessar por Deus e pelos caminhos de Deus. O caminho do Senhor é estreito e exige a disciplina de ser guiado em santidade e provação que culminará na felicidade eternal. É loucura para o pobre escravo conceber uma vida melhor do que esta vida mundana. Seu céu é o paraíso mundano e seu deus terreno é o seu braço forte.

    Somente o poder absoluto da Graça salvadora para arrancar o pecador das prisões do pecado. Quando os olhos da alma são abertos o pecador pode se inteirar de sua tão drástica situação. Clamará e invocará o Nome do Senhor para ser salvo. O Filho de Deus se manifestou para desfazer as obras do diabo.

    Enviado por Pr. Sena

    80 RAZÕES PORQUE O CRENTE NÃO PERDE A SALVAÇÃO

    01 Setembro 2009

    01. Gênesis 7:16 - Sendo a arca um tipo de Cristo (IPe.3:20,21; Rm.3:6:4), o crente está seguro nele (Cl.3:3; Ap.3:7).
    02. Efésios 4:30 - O crente está selado no Espirito Santo (Ef.1:13; IITm.2:19), e este selo é inviolável e irrevogável (Es.8:8; Dn.6:12).
    03. II Coríntios 1:22 - O crente tem o penhor do Espirito Santo como garantia segura e inabalável (IICo.5:5).
    04. Gálatas 3:15 - Deus fez com o crente, na pessoa de Abraão (Gl.3:29), uma aliança irrevogável.
    05. I Coríntios 11:25 - Deus fez com o crente, na pessoa de Abraão, uma aliança incondicional, selada com sangue (Jr.34:18, 19; Gn.15:12-21) , e não com sapato (Rt.4:7,8) ou com sal (Nm.18:19; Lv.2:13).
    06. Gênesis 15:12 - Deus fez com o crente, na pessoa de Abraão, uma aliança unilateral (o rompimento da aliança só seria possível se Deus morresse).
    07. Jeremias 31:31-33 - Mediante a nova aliança (com sangue), o temor do Senhor é insuflado no coração do crente (Jr.32:39,40) para que não se aparte de Deus (Hb.3:12;8:8- 13; Ez.36:26,27) .
    08. Salmos 12:7 - O crente é guardado por Deus, do mal que há no mundo.
    09. Salmos 17:8 - O crente é guardado por Deus como a menina dos Seus olhos.
    10. Salmos 25:20 - A alma do crente é guardado por Deus (Sl.97:10).
    11. Salmos 37:28 - O crente é preservado para sempre.
    12. Salmos 12l:5-8 - O Senhor guarda o crente; guarda a sua alma de todo o mal; guarda a sua saída; guarda a sua entrada; e o guarda para sempre.
    13. Salmos 145:20 - O Senhor guarda os crentes que O amam.
    14. Jeremias 31:3 - O amor de Deus para com o crente é eterno.
    15. Jó 5:19 - O crente é guardado do mal (Sl.91: Jo.17:9-26).
    16. I João 5:18 - O crente é guardado do maligno (IITs.3:3; Jr.31:11).
    17. Judas 24 - O crente é guardado para não tropeçar (ISm.2:9; Is.63:13).
    18. João 11:9 - A fé do crente não lhe permite tropeçar (Rm.9:31-33) .
    19. Provérbios 10:25 - O crente tem perpétuo fundamento (IITm.2:19; ICo.3:11).
    20. I Pedro 1:5 - O crente é guardado pela fé no poder de Deus.
    21. Hebreus 12:2 - Jesus é o Autor da fé, e por isso, o crente não pode perdê-la (Fp.1:29; ICo.3:5; At.18:27; Gl.5:22; IITs.3:2).
    22. Romanos 16:25 - O crente é guardado pelo poder de Deus (IITm.1:12; Jd.24).
    23. Hebreus 6:17 - A salvação do crente se fundamenta em duas coisas imutáveis: a) a promessa (Js.21:45; At.13:32; IICo.1:20; Ef.3:6; Hb.9:14,15;10: 23; IJo.2:25); b) o juramento (Hb.6:16). Só a promessa, sem o juramento já era em si mesma suficiente, mas Deus querendo mostrar a imutabilidade daquilo que Ele decretou, foi além da promessa, fazendo juramento. E Deus foi ainda mais além quando jurou pelo Seu próprio nome, porque não havia outro nome superior ao Seu (Hb.6:13,16; Jr.44:26;Nm. 23:19).
    24. Salmos 37:33 - O crente jamais será condenado (Sl.89:30-35; ICo.11:32).
    25. Salmos 37:23,24 - Se o crente cair, não ficará prostrado (Sl.145:14; Pv.24:16; Jó 4:4; Rm.14:4;Mq.7: 8).
    26. Salmos 121:3 - O crente pode cair da graça (Gl.5:4), mas jamais cairá para a perdição (Sl.17:5;66: 9).
    27. Isaías 46:3,4 - O crente é conduzido por Deus até o fim (Sl.121:8).
    28. I Coríntios 10:13 - A tentação não pode condenar o crente (Rm.6:14,18; IIPe.2:9).
    29. João 4:14 - O crente jamais terá sede (Lc.16:24).
    30. João 5:24 - O crente já passou da morte para a vida.
    31. Romanos 6:8,9 - O crente já morreu com Cristo (IITm.2:11).
    32. I Pedro 1:3,4 - O crente foi regenerado para uma viva esperança.
    33. I Pedro 1:23 - O crente foi regenerado pela Palavra de Deus.
    34. I João 3:9 - O crente foi regenerado pelo Espirito Santo (Jo.3:5; Tt.3:5).
    35. João 6:37-40 - O crente jamais será lançado fora.
    36. João 6:47 - O crente já possui a vida eterna (IJo.5:11-13; ITm.6:12).
    37. João 10:28 - O crente não pode ser arrancado da mão do Filho.
    38. João 10:29 - O crente não pode ser arrancado da mão do Pai.
    39. Lucas 15:3-10 - Há alegria no céu por um pecador que se arrepende.
    40. João 10:27 - O crente é conhecido do Senhor (Jo.10:14; IITm.2:19; ICo.8:3; Gl.4:9; Mt.7:21-23).
    41. Mateus 28:20 - Jesus está com o crente todos os dias até o fim dos séculos.
    42. Romanos 8:1 - Nenhuma condenação há para o crente (Rm.8:33,34) .
    43. Romanos 8:30 - Sendo justificado, o crente também será glorificado.
    44. Romanos 8:28 - Todas as coisas cooperam para o bem do crente (Gn.50:20).
    45. Romanos 8:35-39 - Nada poderá separar o crente do amor de Deus (Jo.13:1).
    46. I Coríntios 3:15 - O crente infiel será salvo como pelo fogo (ICo.5:1-5;11: 29-32).
    47. I Coríntios 1:8 - O crente será confirmado até o fim (Rm.16:25; IITs.3:3).
    48. Filipenses 1:6 - Deus mesmo terminará a obra no crente (Fp.2:13).
    49. Colossenses 3:3 - A vida do crente está escondida com Cristo em Deus.
    50. Efésios 5:27 - A igreja será sempre irrepreensível (IICo.11:2; ICo.12:26,27) .
    51. I Tessalonicenses 5:1-10 - O crente não será surpreendido na vinda do Senhor.
    52. II Timóteo 2:13 - O crente infiel será salvo pela fidelidade de Deus (Rm.3:3).
    53. Hebreus 13:5 - O crente jamais será abandonado por Deus.
    54. I João 5:1 - O crente é nascido de Deus, e não pode "desnascer"
    55. I Pedro 1:4 - O crente possui a natureza divina.
    56. Romanos 8:9-11 - O crente é propriedade de Cristo (ICo.6:19,20) .
    57. I Tessalonicenses 5:23,24 - O crente é conservado irrepreensível.
    58. I João 5:16 - O crente não pode pecar para a morte eterna (IJo.3:9;5:18) .
    59. I Coríntios 12:3 - O crente não pode blasfemar contra o Espírito Santo (Mt.12:32; Mc.9:39,40;Lc. 11:23; IJo.5:10; Jo.3:33).
    60. I João 2:19 - O crente é perseverante na fé (Mt.10:22;24: 13; IIJo.9; Ap.13:10;14: 12).
    61. João 10:26 - O crente é ovelha e não porca lavada (IIPe.2:20-22) .
    62. João 13:10 - O crente já está limpo do seu pecado (Jo.15:3).
    63. I Coríntios 1:30 - Cristo é a justiça do crente.
    64. I Coríntios 1:30 - Cristo é a santificação do crente.
    65. I Coríntios 1:30 - Cristo é a redenção do crente.
    66. Salmos 25:20 - Deus é o refúgio do crente (Hb.6:18).
    67. I João 2:22,23 - O crente não pode negar o filho (Mt.10:33; IITm.2:12).
    68. Romanos 8:37 - O crente sempre será vencedor (Jo.16:33; Ap.2:7,11,17, 26;3:5,12, 21).
    69. I João 5:4 - O crente vence o mundo.
    70. I João 2:14 - O crente vence o diabo (IJo.4:4; Ap.12:11).
    71. Romanos 6:14 - O crente vence o pecado (a carne).
    72. Romanos 11:29 - O dom de Deus é irrevogável.
    73. João 19:30 - Todo o pecado do crente está consumado.
    74. Gálatas 3:13 - O crente foi resgatado para sempre da maldição da lei.
    75. Apocalipse 5:9 - O crente foi comprado com sangue (ICo.6:20;7: 23; IPe.1:18,19) .
    76. Salmos 90:17 - É Deus quem efetua a obra no crente (Jo.3:21; Ef.3:20; Is.26:12;64: 4; Fp.2:13).
    77. João 17:20 - Cristo intercedeu pelos crentes, e continua intercedendo (Hb.7:25; IJo.2:1; Rm.8:34).
    78. Romanos 8:26,27 - O Espírito Santo intercede pelo crente.
    79. II Coríntios 1:20 - Jesus é o "Amém" das promessas de Deus (Jo.6:47).
    80. I Pedro 4:1 - O crente já cessou do pecado (Rm.6:14; IJo.3:9).

    Autor desconhecido

    A TEOLOGIA DO PROCESSO

    27 Agosto 2009

    Nos anos em que fazia pós-graduação na área de hebraico na Universidade de São Paulo, tive de estudar um pouco acerca do pensamento judaico contemporâneo. Entre os diversos movimentos do judaísmo, chamou-me a atenção a proposta de aproximação entre o pensamento teísta e panteísta. Esta tendência filosófico-teológica é conhecida como panenteísmo. O panenteísmo afirma que o universo é Deus, mas Deus é mais do que o universo. Além disso, ressalta a importância do fluxo do tempo. Entre os defensores de tal sugestão estão o famoso rabino Harold Kushner (autor de Quando coisas ruins acontecem a pessoas boas) e o pensador Abraham Heschel.
    Na ocasião, fiquei surpreso, pois até então desconhecia a influência do panteísmo no pensamento judaico. Eu imaginava que o legado de Baruch Spinoza influenciava os judeus secularizados, mas, para minha surpresa, isso não se confirmou.
    O fato é que há uma tendência teológica preocupante e problemática que tem influenciado diversos meios teológicos judeus e cristãos. Este novo enfoque surgiu nos EUA e já influencia outros países. A raiz da nova tendência está no que é chamado de teologia do processo. O movimento começou a ter força nos EUA nos anos 30. Seus principais representantes são Charles Hartshorne, Alfred Whitehead e John Cobb. Em resumo, podemos dizer que é “o elogio do movimento”.


    TEOLOGIA DO PROCESSO


    Os teólogos da teologia do processo enfatizaram que a realidade é um fluxo permanente, e que o próprio Deus está inserido neste fluxo. Deus está dentro da história e do tempo, e não acima dele. Como se vê, acabaram adotando uma perspectiva panenteísta (Deus se confunde com a natureza, ainda que seja maior do que ela), afastando-se da teologia cristã histórica. Portanto, a idéia sugerida é que Deus é um ser mutável e que está numa espécie de processo evolutivo. Na busca de uma refutação de uma metafísica estática, a teologia do processo define como categoria absoluta o fluxo do tempo. Deus está subordinado a ele e deixa de ser o Deus, no sentido bíblico do termo, onisciente e onipotente.


    Mais tarde, filho da teologia do processo, surge o movimento norte-americano conhecido por teísmo aberto. Foi um reflexo da teologia do processo no meio protestante americano. Começou no meio adventista com Richard Rice e tem como principais defensores teólogos estadunidenses como John Sanders e Clark Pinnock, que foram muito questionados e quase excluídos da abrangente e tolerante Evangelical Theological Society.
    Do ponto de vista da história da teologia, o teísmo aberto representa uma reação exagerada contra o calvinismo. A idéia básica dos novos teólogos americanos é que Deus decidiu abrir mão de sua soberania e da sua onisciência e resolveu não saber e controlar o futuro. Num processo de autolimitação, Deus passa a ter seus atributos. Em resumo, Deus “abriu mão de ser Deus”. Na verdade, eles rejeitam a teologia histórica evangélica e ignoram centenas de textos bíblicos que afirmam atributos essencias de Deus. Basta citar alguns poucos textos da literatura poética bíblica:


    “Conheces as nossas iniqüidades; não escapam os nossos pecados secretos à luz da tua presença” (Sl 92.8). “Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, Senhor” (Sl 139.4). “Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença?” (Sl 139.7). “Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (Jó 42.2).

    Por incrível que pareça, o intuito original da teologia do processo e do teísmo aberto era positivo. A idéia inicial era apologética! O intuito era resolver o problema do mal. Como Deus pode ser considerado bom diante de tanta maldade do mundo? O interesse desses teólogos era “livrar” Deus de ser responsabilizado pelo sofrimento que há no mundo. No entanto, o resultado foi catastrófico e trouxe mais problemas do que soluções. A solução simples foi: “Deus precisa deixar de ser Deus, tornando-se menos onipotente e onisciente para que não seja responsabilizado pelo sofrimento do mundo”. Essa teologia “prática” e “simples” (tipicamente americana), e superficial, é na verdade uma teologia radical, polarizada, que ignora a dialética hebraica bíblica e que desconhece a realidade do mistério.
    Como gosto de dizer: precisamos evitar a “teologia do saci-pererê” (a teologia de “uma perna só”, de uma tendência só, radical). É preciso fugir dos radicalismos. Alguns cristãos dizem que Deus é só razão, outros afirmam que Ele é só emoção. Algumas linhas teológicas insistem que Deus faz tudo, anulando a ação do ser humano, outras afirmam que Deus não pode fazer nada sem nossa autorização (nós é que decidimos… e ainda chamam Deus de Senhor!!!).
    Alguns teólogos preferem um Deus mais coletivo, sociológico; outros afirmam que Ele é o Deus essencialmente individual. Há quem veja Deus como inserido na realidade concreta do mundo; outros o colocam no “milésimo céu”, em sua espiritualidade e distância absolutas. A verdade é que toda teologia radical terá sérios problemas e graves conseqüências. Devemos entender que “duas paralelas só se encontram no infinito”, que toda moeda “tem duas faces” e que a realidade é mais dialética ou “polialética”.


    Na Bíblia, há tensões com as quais precisamos conviver. Se cairmos para um extremo, logo adotaremos uma heresia. Uma teologia equilibrada trará muitos benefícios para todos. E mais: é preciso ressaltar que o teísmo aberto parece estar procurando “aposentar Deus”. Além de isso ser impossível, pois Deus não deixará de ser o Deus onisciente e onipotente, é preciso dizer que em pouco tempo o teísmo aberto é que estará “aposentado”.


    Fonte: http://www.revistaenfoque.com.br/index.php?edicao=69&materia=729