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  • MOTIVAÇÕES PARA O USO DE DROGAS

    09 Abril 2010

    Poderia muito bem estruturar minha pequena reflexão nos fracos argumentos de várias religiões que promovem o uso de drogas para o contato com o mítico. Como por ex. o uso do Daime, que tem se tornado mais pesquisado nestes dias devido a morte do cartunista Glauco.

    Mas, quero descrever um pouco sobre a família e as motivações geradas no âmbito da mesma para o uso de substãncias psicoativas.

    A família foi a primeira instituição de Deus criada sobre a face da terra, uma instituição do coração de Deus. Quando Deus a criou, tinha princípios saudáveis para ela. É com relação a família que Deus diz que os filhos devem ser obedientes aos pais, que os maridos devem amar suas mulheres de forma incondicional, que os pais não devem provocar a ira nos filhos e devem inculcar em seus filhos principios saudáveis da Palavra de Deus. Em um texto da Bíblia Sl.119 o salmista no delcara que o jovem poderá permanecer puro em seu caminho observando a Palavra do Senhor. Deus nos fala de relaciomanentos saudáveis quando o assunto é família. Mas, desde os tempos remotos a família vem sendo descaracterizada, perdendo seus valores. Conhecemos a história Bíblica de Eli, um pai negligente que não exortou os filhos permitindo que os seus filhos se tornassem execráveis, também lembro da história de Noé, que abusando do vinho - álcool - foi surpreendido nu por seus filhos, agindo com insensatez e trazendo consequências para sua família. E, sem querer fazer disto uma regra, mas uma das causas que tem levado muitas pessoas a se envolverem com as drogas (não só o uso, mas a venda como "profissão")- a perca de principios familiares. Os pais não corrigem mais os filhos, O casal não zela por uma estrutura saudável do lar fazendo uso de drogas na presença das crianças, não ensinam principios decentes de vida, ética e moral.
    Quando um droga-dependente é confrontado sobre quais as motivações que o levou a usar , muitos deles afirmam: " - meu pai sempre fumou, sempre bebeu, nunca tive instrução, o meio onde minha familia estava inserida "a roda" proporcionou o meu uso, as constantes brigas dos meus pais, as tristezas do lar, a depressão ocasionada, o presenciar situações chocantes, etc. Quando o confronto se abre para os líderes do lar, que também fazem uso de drogas, as respostas também são variadas: "- a falta de emprego, os filhos dando problema, a separação conjugal, situação financeira, etc.

    Estes problemas ou motivações encontradas no seio da família devem nos levar a uma ação ampla visando prevenção, recuperação. Priorizando as famílias.

    Pr. Márcio Trindade

    A IMPORTÂNCIA DOS LIVROS PARA AS CRIANÇAS

    02 Março 2010

    Qual pai ou mãe não curte brincar com seus filhos? A casa onde tem criança é mais alegre, divertida e colorida. Sabemos que todo dia é tempo de dar amor, carinho e atenção para os pequenos. A Bíblia diz que eles são herança do Senhor (Salmos 127.3) e que devemos ensinar a criança o caminho que se deve andar e quando for grande não se desviará dele.(Provérbios 22.6).
    Por isso, é sempre importante oferecer presentes que edificam. Livros infantis que tratam dos princípios bíblicos são excelentes. A psicóloga mestrando em educação Gabrielle Fernandes, fala sobre os benefícios que o incentivo à leitura vai trazer para as crianças. Isso vai despertar o imaginário dela, e quando isso acontecer irá aflorar várias inteligências.
    Gabrielle cita ainda, o psicólogo norte- americano Howard Gardner, autor da teoria das inteligências múltiplas, que afirma que você pode através da leitura, ajudar a criança a ter uma fluência verbal maior ou ativar uma memória espacial melhor através de livros de geografia por exemplo. Não só através de livros, mas se utilizando de livros-jogos com atividades como matemática. O diferencial do pai que incentiva a criança a ler é esta possibilidade de desenvolvimento das crianças, com escolhas e principalmente desenvolver as inteligências delas, explica.
    A cantora Alda Célia, casada com o pastor Robert Cavagnaro, mãe de Giovanna, Lyssa e Nickolas Robert, é a autora de Zero Naldo- Uma História de Valor. Lançado pela MK Editora, com certeza esta é uma ótima pedida para o próximo domingo. O livro conta a história de um menino chamado Zero Naldo que vivia na terra dos números e se sentia muito infeliz por ser chamado por todos de 'zero à esquerda'. O pequeno Zero Naldo e seus amigos Zero Berto e Zero Drigo viviam muito tristes por serem alvos constantes de brincadeiras e zombarias por não terem valor, mas, um dia, Zero Naldo encontrou o Senhor Único, o número 1 da terra dos números, e aí... bem, a história dos Zeros ganhou muito valor e, de zero à esquerda, eles passaram a ser 1000.
    O livro é resultado da experiência de Alda Célia com seus três filhos. Para a autora, se trata do resgate de sentimentos na infância. "Ele conta a história do Zero Naldo, uma criança que vivia na cidade dos números e achava que seu nome determinava o valor que ele tinha: zero. Um dia ele sai à procura dos seus sonhos, é quando encontra o Senhor único, a partir daí tudo muda. É uma parábola que mostra o nosso valor de uma forma bem lúdica, ensinando os caminhos de Deus". Ela conta ainda que a idéia da obra nasceu quando ajudava sua filha com o dever de casa de matemática. Ao lhe explicar que o zero tinha muito valor quando colocado à direita de um outro número, Deus a inspirou a aplicar este novo conceito à valores bíblicos.
    E para os pequeninos, ela deixa um recadinho todo especial. "Desejo a todas vocês crianças um dia de alegria, festa e celebração, porque o mundo se tornou um mundo melhor depois que você nasceu. Quero dizer especialmente para os meus filhos queridos que eu os amo muito e com certeza este é um momento de grandes vitórias. A partir de agora, o Senhor vai abrir um novo tempo de muita unção, alegria e regozijo sobre nossas casas e famílias. Para todas as crianças recebam o meu carinho em nome de Jesus", declarou.

    Fonte: www.elnet.com.br

    CASAMENTO, DIVÓRCIO E NOVO CASAMENTO

    01 Dezembro 2009

    O QUE A PALAVRA DE DEUS FALA SOBRE ESTE ASSUNTO.


    Estamos vivendo em uma época em que as separações entre casais estão dia-a-dia mais comuns e o casamento mais insignificante no consciente coletivo. E um dos efeitos sociológicos dessa mudança de paradigmas é a questão da separação no meio cristão que, infelizmente, cresce em níveis assustadores. Como responder a essa vulgarização do casamento como instituição? Como conciliar esses abusos e dar uma resposta a altura a esses infortúnios flagelantes contra o casamento?
    Atualmente até líderes cristãos destilam setas contra o matrimonio, veja essa do Rev. Caio Fábio: “Se você é um escravo, mas creu; ande em Cristo. Se puder quebrar as correntes; quebre-as. Escravidão não é aquilo para o que fomos chamados. Há casamentos que são usinas de aflições e doenças. Qual é a vontade de Deus? Deixar que o menino fique no buraco porque a lei o determina; afinal, trata-se do sábado do casamento? o que você acha da mulher rixosa? Meu Deus! Quem puder ficar livre dela, que fique o quanto antes; ou então, que se console com uma goteira na cabeça; ou que faça amor com um espinheiro”
    Uma coisa é o pecado do indivíduo ignorante, daquele que não conhece o evangelho de Cristo, outra é pecar conscientemente e viver nesse pecado; “Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância... Porque se voluntariamente continuarmos no pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados...” (At 17.30; Hb 10,26).
    Com certeza, a Bíblia Sagrada tem o veredicto final sobre este assunto e estaremos analisando-o nesse escopo.

    SOBRE O CASAMENTO:

    Foi instituído por Deus, descartando a poligamia.
    Leiamos:“Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea... Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; e da costela que o Senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem. Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada . Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne”. (Gn.2:18-24)
    “... mas, por causa da prostituição, tenha cada homem sua própria mulher e cada mulher seu próprio marido”. (ICor.7:2)
    Os textos lidos explicitam o beneplácito de Deus na união do homem com a mulher, é uma simbiose plena! Tudo quanto Deus fez, foi dito que era “bom”, mas quando o homem e a mulher foram criados, foi dito “muito bom” (Gn.1:27 e 31). Isso nos mostra o quanto o casamento agradou a Deus. A família sempre foi um projeto divino e o casamento feito para ser indissolúvel (Mt.19:6). O Senhor não gostou de observar Adão andando sozinho e sem ter com quem compartilhar a sua vida. Era como que se a criação estivesse incompleta sem a família, daí o nascimento da primeira mulher, Eva. Eva foi tirada das costelas de Adão, ou seja, do seu lado e isso propositadamente, para deixar claro o companheirismo que deverá sempre ser vivido pelo casal.
    Na criação vemos também que o Senhor quer que cada homem tenha a sua mulher e cada mulher o seu homem. Existem povos e religiões que aceitam a poligamia (ato de se ter mais de um parceiro) e até alguns que dizem professar o cristianismo. Argumentam, os tais, que vários homens de Deus tiveram mais de uma mulher e que isso não tirou deles o título de servos de Deus. É importante notarmos que a Bíblia relata vários fatos pecaminosos cometidos por homens que serviam a Deus. Entretanto, esses fatos são narrados não para fazermos o mesmo, mas para apreendermos e não cometermos os mesmos erros. Se analisarmos todos os casos de poligamia cometida por homens de Deus, veremos que esse ato sempre foi acompanhado por uma tragédia. Um dos casos mais chocantes é o de Abraão. Deus havia lhe prometido um filho e que dele, Abraão teria uma grande descendência. Só que a sua esposa, que era estéril, resolveu “ajudar” a Deus. Sara fez o que chamamos hoje de “barriga de aluguel” tomando a sua empregada Agar e dando-a a seu marido em seu lugar, nascendo dessa relação, Ismael, do qual descenderiam os ismaelitas, inimigos terríveis de Israel até hoje. Tudo isso aconteceu por Abraão ter cometido a poligamia (Leia a história de Abraão – Gn.12-25). Poderíamos citar os casos de Jacó, Davi, Salomão e outros, os quais foram trágicos, porém comentaremos somente um. O que é importante, é vermos o propósito de Deus que é um casal vivendo um para o outro em fidelidade. Deus poderia ter tirado mais duas ou três costelas de Adão, mas não o fez por ser contrário à poligamia.

    O que é tornar uma só carne?

    Alguns não entendem o que é ser uma só carne. Alguns acham que se tornar uma só carne é assinar um documento no cartório ou receber a benção do pastor na igreja, mas não é isso. Leiamos:
    “Ou não sabeis que o que se une à meretriz, faz-se um corpo com ela?”(Daí o aviso e exortação do Apóstolo) .
    Quando há o coito ou ato sexual, o casal torna-se uma só carne e estão, aos olhos de Deus, casados. O Apóstolo Paulo explicou justamente isso aos corintios, condenando os que praticavam a prostituição, deixando claro que os casados já eram uma só carne com as suas esposas e os solteiros deveriam guardar-se para as suas futuras esposas, pois ao saírem com prostitutas tornavam-se uma só carne com elas e contaminavam as suas vidas espirituais (Obs: Em Corinto havia templos de prostituição e sair com uma mulher desses templos era considerado ato sagrado e, por isso Paulo esclareceu o assunto) (ICor.6:16).

    SOBRE A SEPARAÇÃO E O NOVO CASAMENTO.
     
    Quando o casamento pode ser desfeito?
    A princípio a resposta a essa pergunta é: “o que Deus ajuntou não separe o homem” (Mt.19:6). Esse versículo (Mt.19:6) nos deixa claro que, para Deus, deve haver só uma união matrimonial e que sua vontade é que dure para sempre. Entretanto, existem dois casos na Palavra de Deus que é licito contrair novas núpcias.
    Os casos são os seguintes:

    1) – Quando há o adultério – leiamos:
    “Eu vos digo porém, que qualquer que repudiar sua mulher(isso vale também para o homem), a não ser por causa de infidelidade (adultério) , e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério” (Mt.19:9; 5:28-Mc.10:6-12).
    “Não adulterarás” (Êx.20:14).
    Quando interrogado acerca da separação conjugal e da carta de divórcio permitida por Moisés (Dt.24), Jesus começa todo um esboço sobre o tema referido. Sua declaração é dura, pois na lei mosaica poderia o marido repudiar a sua esposa por qualquer “ato indecente” ou que ele achasse indecente, porém o Senhor volta lá no princípio (Gênesis) e mostra o propósito do Pai – o casamento sem separação. Todavia, o Senhor nos narra aqui um motivo para que esse casamento venha a ter fim e outro possa ser contraído. O fator adultério é frisado nesta conversa com os judeus e explicado como o único motivo para a separação conjugal e ainda o texto nos deixa base para compreendermos claramente que o traído poderá até contrair novas núpcias e ainda ficar de acordo com a Palavra de Deus. Há também a possibilidade do perdão, se o adultero se arrepender. Quando há arrependimento, por parte do adúltero, o melhor e mais aconselhável é perdoar e lutar para manter o casamento e a família unida.

    2)– Em casos de viuvez.
    “Porque a mulher casada (isso vale também para o homem) está ligada pela lei a seu marido enquanto ele viver; mas, se ele morrer, ela está livre da lei do marido. De sorte que, enquanto viver o marido, será chamada adúltera, se for de outro homem; mas, se ele morrer, ela está livre da lei, e assim não será adúltera se for de outro marido” (Rm.7:2-3).
    “A mulher está ligada enquanto o marido(ou esposa) vive; mas se falecer o marido(ou esposa), fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor” (ICor.7:39).
    A frase “até que a morte nos separe” é interpretada nos versículos citados acima e que bom seria se só a morte fosse o motivo da separação. O viuvo ou viuva não é obrigado a ficar sozinho na vida. Deus dá a liberdade a esta pessoa para encontrar outro companheiro cristão, para juntos terminarem a carreira. Isso é uma decisão de cada viúvo, se não casar, amém, se casar, aleluia!
    Só nessas duas hipóteses é que poderá haver um novo casamento. Por isso a escolha de um esposo ou esposa é de extrema importância e não deve ser feita às pressas. É uma decisão para toda a vida e não uma experiência para ver se vai dar certo. A escolha errada poderá comprometer toda a vida de um indivíduo.

    O CRENTE E O DESCRENTE.

    “ Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher incrédula, e ela consente em habitar com ele, não se separe dela. E se alguma mulher tem marido incrédulo, e ele consente em habitar com ela, não se separe dele. Porque o marido incrédulo é santificado pela mulher, e a mulher incrédula é santificada pelo marido crente; de outro modo, os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos. Mas, se o incrédulo se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou a irmã, não está sujeito à servidão; pois Deus nos chamou em paz” (ICor.7:12-15).
    O relato de Paulo é claro em relação ao crente e o descrente no matrimônio. O crente, por mais que sofra, nunca deverá tomar a iniciativa de procurar o divórcio. Afinal de contas o crente crê na promessa de Deus; “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31). Sabemos, infelizmente, de casos inadmissíveis que, embora o incrédulo não queira a separação, ele massacra seu cônjuge. Nesses casos aconselhamos, não o divórcio, mas que o agredido procure as autoridades competentes (Rm.13), pois mesmo o incrédulo é obrigado a cumprir as leis do seu país. É claro que essa atitude só é tomada em extrema necessidade. Devemos sempre estar dispostos a sofrer pelos não salvos, imitando assim o nosso Senhor. Devemos lembrar também que se o descrente apartar-se, o crente não deverá ainda assim contrair novas núpcias, ou seja, casar-se novamente. Certamente o descrente ao apartar-se, não vai querer ficar sozinho, e ao casar-se novamente comete o adultério, dando assim, ao crente liberdade para, se quiser, casar-se também.

    HÁ PERDÃO PARA O ADÚLTERO?

    Notei ao estudar o referido tema, que a maioria dos comentaristas não gostam de falar sobre como fica o adúltero. Será que para ele não há mais perdão? Existem denominações que o adúltero é excluído por, aos olhos deles, ter cometido um pecado imperdoável. Será isso ensinado pela Bíblia? E o poder do sangue de Jesus? Leiamos então:
    “Então os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; e pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. Ora, Moisés nos ordena na lei que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isto os diziam, tentando-o, para terem de que o acusar. Jesus, porém, inclinando-se, começou a escrever no chão com o dedo. Mas, como insistissem em perguntar-lhe, ergueu-se e disse-lhes: Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isto foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos, até os últimos; ficou só Jesus, e a mulher ali em pé. Então, erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém senão a mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu te condeno; vai-te, e não peques mais”.
    No texto lido é nos mostrado que Deus ama e se preocupa com o adúltero, embora abomine o adultério. O Senhor Jesus com prazer perdoou a mulher adúltera, mostrando que há perdão. É claro que não podemos nos esquecer do arrependimento da adúltera e da frase “vá e não peques mais”.
    Qual é o pecado que não tem perdão
    Quero explicar isso, pois já encontramos varias pessoas jogadas e sem esperança por causa de alguns conceitos errados sobre o adultério. Existem casos em que, por exemplo, o adúltero se arrependeu e voltou para com seu parceiro e nem assim foi perdoado pela denominação. Cabe aqui, então a nossa explicação sobre o “pecado que não tem perdão”. Leiamos: “Em verdade vos digo: Todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, bem como todas as blasfêmias que proferirem; mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca mais terá perdão, mas será réu de pecado eterno” (Mc.3:28-29).
    O Senhor Jesus, no texto acima, nos mostra que quando a pessoa fala mal de uma obra, sabendo que é de Deus e a imputa como sendo do Diabo, cometendo conscientemente então o pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo, esse sim, não tem perdão. Certa feita eu perguntei, ao meu saudoso professor de teologia, como alguém poderia saber se cometeu esse pecado. Ele me respondeu dizendo: “Se dentro dele houver temor de cometer esse pecado ou ter cometido já é uma prova de que ele não cometeu. Em Jo.16:8 fala que o Espírito Santo é o que convence o homem da justiça, do juízo e do pecado. Só o Espírito de Deus pode trazer essa consciência de pecado e isso mostra que Ele ainda ama aquela pessoa, a qual está preocupada em ter blasfemado”. Entretanto comparar blasfêmia contra o Espírito Santo e adultério é errado.
    O caso do Rei Davi
    E o que dizer de Davi? Houve o adultério por parte desse homem de Deus, mas houve também o perdão, pois Davi arrependeu-se amargamente e clamou ao Senhor( Sl. 51)
    É notório que Davi não só cometeu o adultério, mas também o assassinato de Urias e ainda casou-se com Bate-Seba. Entretanto, chorou amargamente e pagou um alto preço, pois o adultério nunca acontece sem ser acompanhado por uma grande desgraça. Davi alcançou o perdão de Deus (Leia: IISm.11 e 12), mas a custos elevadíssimos!
    Guarde isso: “Sempre há perdão para aquele que se arrepende, mas o fruto do adultério fica trazendo dor e sofrimento. O adultério nunca compensa”.
    E quando a pessoa vem para a Igreja separada do primeiro parceiro e amasiada com outro? O que fazer?
    Muitos, ao se converterem, encontram-se em situações de grande embaraço. Muitas vezes, o casal recém convertido, vem de relações onde houve o divórcio e já convivem juntos a muito tempo. O que fazer? Voltar cada um com seu antigo cônjuge? Separar-se do segundo para, quem sabe, ajuntar-se novamente com o primeiro? E quando há filhos no segundo casamento? Antes de responder essas questões vamos à Bíblia: “Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido e vem cá. Respondeu a mulher: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido; porque cinco maridos tiveste, e o que agora tens não é teu marido; isso disseste com verdade” (Jo.4:16-18).
    Acredito que as palavras de Jesus esclareceram a questão. O fato descrito acima é do encontro de Jesus com a mulher samaritana. Nesta oportunidade, o Senhor abre um dialogo e introduz a palavra de salvação. Quando percebe que a mulher está respondendo bem à mensagem, Ele pede para que o seu marido seja chamado e venha participar da conversa. A mulher, envergonhada e um tanto chateada, faz a alegação - “não tenho marido”. Nesse momento o Senhor argumenta que isso era verdade, pois ela havia tido cinco marido e o atual não era o dela. O Senhor não a desprezou por isso e nem lhe disse para voltar ao primeiro marido, mas o texto, mostra-nos a intenção do Senhor em abençoar o seu último casamento. Existem casos que é melhor abençoar a relação atual e esquecer o passado. A Bíblia diz que: “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (IICor.5:17). Sabemos que cada caso é um caso e tem que ser analisado no prisma da misericórdia de Deus(Mt.9:13). Conheço pessoas que erraram e se arrependeram, mas quando procuraram a igreja não receberam auxílio e conforto espiritual. Há casos que não tem mais jeito, pois a primeira relação já está morta. Quando há a separação e o segundo casamento já foi consumado e até há filhos, entendo que o melhor é deixar como está. São tantos os fatores que o espaço aqui não nos permite ser mais abrangentes. Entretanto, citarei um caso como exemplo. A pessoa largou a primeira esposa, com qual tinha dois filhos, e contraiu novo relacionamento, do qual nasceu mais dois filhos. Um dia desses, esse homem, com a sua segunda mulher resolvem ir a uma igreja e ali se converterem. O que aconselharíamos a ele? Voltar com a primeira mulher, a qual talvez nem mais o quer, deixando a segunda com dois filhos pequenos ou aconselharíamos a manter o segundo casamento? Acredito que a segunda hipótese é a mais lógica, pois o próprio Paulo disse: “Cada um fique no estado em que foi chamado” (ICor.7:20). Neste texto Paulo se referia a relação conjugal e com certeza poderíamos aplicá-lo no caso citado. O segundo casamento precisa mais de união do que o primeiro. É claro que, quando podemos restaurar o que foi destruído, não hesitamos em fazê-lo. Agora, destruir para tentar construir, isso nunca.

     
    Devemos sempre estar orando e intercedendo pelas nossas vidas conjugais. O diabo, desde que o mundo começou, tem tentado contra a família e a sua homogeneidade. Sabemos, contudo que: “maior é o que está em nós e já somos mais que vencedores em Cristo Jesus”. Desejo e oro para que os casamentos sejam mantidos de acordo com o propósito de Deus e nunca se acabem. Que seu casamento seja uma grande benção por toda a sua vida. Deixo este salmo para sua meditação:
    Autor : Prof. João Flávio Martinez é um dos fundadores do CACP, graduado em história e professor de religiões.

    A FAMÍLIA EM PRIMEIRO LUGAR

    18 Outubro 2009


    O administrador Stephen Kanitz, colunista da revista Veja, escreveu em edição de fevereiro de 2002 mais ou menos o seguinte:
    Há vinte anos presenciei uma cena que modificou radicalmente minha vida. Foi num almoço com um empresário respeitado e bem mais velho que eu.
    O encontro foi na própria empresa. Ele não tinha tempo para almoçar com a família em casa, nem com os amigos num restaurante. Os amigos tinham de ir até ele.
    Seus olhos estavam estranhos. Achei até que vi uma lágrima no olho esquerdo. "Bobagem minha", pensei. Homens não choram, especialmente na frente dos outros.
    Mas, durante a sobremesa, ele começou a chorar copiosamente. Fiquei imaginando o que eu poderia ter dito de errado. Supus que ele tivesse se lembrado dos impostos pagos no dia.
    "Minha filha vai se casar amanhã", disse sem jeito, "e só agora a ficha caiu. Percebo que mal a conheci.
    Conheço tudo sobre meu negócio, mal conheço minha própria filha. Dediquei todo o tempo à minha empresa e me esqueci de me dedicar à família."
    Voltei para casa arrasado. Por meses, me lembrava dessa cena e sonhava com ela. Prometi a mim mesmo e a minha esposa que nunca aceitaria seguir uma carreira assim.
    Colocar a família em primeiro lugar não é uma proposição tão aceita por aí. Normalmente, a grande discussão é como conciliar família e trabalho. Será que dá?
    O cinema americano vive mostrando o clichê do executivo atarefado que não consegue chegar a tempo para a peça de teatro da filha ou ao campeonato mirim de seu filho.
    Ele se atrasou justamente porque tentou conciliar trabalho e família. Só que surgiu um imprevisto de última hora, e a cena termina com o pai contando uma mentira ou dando uma desculpa esfarrapada.
    Se tivesse colocado a família em primeiro lugar, esse executivo teria chegado a tempo. Teria levado pessoalmente a criança ao evento.
    Teria dado a ela o suporte psicológico necessário nos momentos de angústia que antecedem um teatro ou um jogo.
    A questão é justamente essa. Se você, como eu e a grande maioria das pessoas, tem de conciliar família com amigos, trabalho, carreira ou política, é imprescindível determinar quem você coloca em primeiro lugar.
    Colocar a família em primeiro lugar tem um custo com o qual nem todos podem arcar. Implica menos dinheiro, fama e projeção social.
    Muitos de seus amigos poderão ficar ricos, mais famosos que você e um dia olhá-lo com desdém. Nessas horas, o consolo é lembrar um velho ditado que define bem por que priorizar a família vale a pena:
    "Nenhum sucesso na vida compensa um fracasso no lar."
    Qual o verdadeiro sucesso de ter um filho drogado por falta de atenção, carinho e tempo para ouvi-lo no dia-a-dia?
    De que adianta ser um executivo bem-sucedido e depois chorar durante a sobremesa porque não conheceu sequer a própria filha?
    O lar constitui o cadinho redentor das almas. Merece nosso investimento em recursos de afeto, compreensão e boa vontade, a fim de dilatar os laços da estima.
    Os que compõem o lar são os marcos vivos das primeiras grandes responsabilidades do Espírito encarnado.
    Assim, acima de todas as contingências de cada dia, compete-nos ser o cônjuge generoso e o melhor pai, o filho dedicado e o companheiro benevolente.
    Afinal, na família consangüínea, temos o teste permanente de nossas relações com toda a Humanidade.
    Anônimo

    QUANDO OS PAIS FALHAM

    25 Agosto 2009

    paisfalham211Talvez alguns pais achem que não precisam ser advertidos quanto à forma de se criar filhos. Talvez até pensem, que pelo número de anos de experiência e de filhos não precisem de conselhos. Então lembre-se de uma coisa (ao ver a ilustração ao lado): "Nunca pense que você não precisa de advertências".
    Quero falar sobre: "QUANDO PAIS FALHAM". Nós temos na Bíblia muitos exemplos de pais que falharam e as consequências dessas falhas nas vidas dos seus filhos. Devemos aprender para não falhar. Os pais e futuros pais devem acreditar que falhas parecidas podem ser cometidas por nós.
    paisfalham322
    Tomando alguns exemplos de personagens bíblicos, descobrimos primeiramente que: Um pai que falha na atenção que deveria Dar aos filhos, cria indivíduos sem referências. Pode ser por causa do trabalho, pode ser por causa de divertimentos, os quais o pai "precisa ter", que deixam os filhos esquecidos e sem a atenção paterna que merecem. Na Bíblia temos um exemplo de um pai que certamente não dispensou aos seus filhos a atenção que else precisavam ter. Estou falando do Rei Davi. Ele tinha inúmeras esposas, e estava ocupado com elas, com as guerras, com expansão do seu reino, com as construções. Uma coisa eu posso garantir, Davi não deve ter dado atenção aos seus filhos porque a Bíblia relata coisas horrendas feitas por alguns deles. Essa falta de atenção criou um filho como Amnon, cujo relato está em 2 Samuel 13. Amnon se apaixonou por uma "meia-irmã" (filha do seu próprio pai Davi, mas de uma mãe diferente). Amnon trama uma forma de atraí-la para a sua Casa. Ele pede ao seu pai, Davi, que enviasse a sua irmã Tamar para fazer-lhe comida, pois alegou estar doente. Quando a moça vai fazer o que lhe haviam pedido, ela é estrupada pelo seu irmão. Depois ela a dispensa, dizendo que o nojo que ele agora tinha dela era maior do que a paixão que ele sentia antes. Amnon foi assassinado por outro filho de Davi, Absalão, dois anos mais tarde, como vingança. Vamos falar de Absalão mais adiante. Sem referências para a sua vida, Amnon se tornou um estuprador. E coisa semelhante pode acontecer com os filhos que não possuem a atenção de seus pais hoje em nossos lares. Pense nisso e mude de atitude. Não crie indivíduos sem referências morais e éticas, simplesmente por você não estar por perto para ouví-Los, ensiná-Los conversar com else.
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    Também descobrimos que: Um pai que falha no exemplo que deveria Dar aos filhos, cria possíveis perdedores. Andando um pouco mais na história bíblica chegamos a Salomão. Este rei, apesar de ser conhecido pela sua sabedoria, no decorrer de sua vida começou a se desviar de tudo o que Deus havia dito. Ele, por exemplo, começou a se casar com mulheres de povos com religiões pagãs, contrariando a ordem de Deus. E ainda se dedicava a construir templos para os deuses de suas esposas. Veja se Salomão podia Dar um bom exemplo para seus filhos. Ele simplesmente possuia 700 esposas e 300 concubinas. Uma esposa de Salomão só voltaria a dormir com ele dois anos e meio depois! Um pai como Salomão, preocupado com suas riquezas e glória, bem como com as suas esposas idólatras, não podia Dar um bom exemplo para os seus filhos. Eu sei que nenhum homem hoje chegará perto do recorde de Salomão com relação ao número de mulheres em sua vida. Mas, homens, prestem atenção: apenas uma mulher "extra" na sua vida, além da sua esposa irá gerar, além de um divórcio e grandes dores de cabeça, um mal exemplo que irá criar um "Roboão". Roboão foi um dos filhos de Salomão (1 Reis 12), que o sucedeu em seu trono. Conta o relato bíblico que ele foi tão arrogante que acabou divindo o reino de Israel para sempre. Quando os líderes do povo pediram que ele facilitasse a vida deles com cargas de impostos menores ele disse: "o meu dedo mindinho é mais grosso que a cintura de meu pai". Ele aumentou a carga sobre o povo, causando a perda do controle de Israel e a sua desagregação. Ele foi um perdedor arrogante. Mas onde estava Salomão que não viu em que o seu filho e sucessor estava se tornando? Estava preocupado com as mulheres, com o dinheiro, dando mal exemplo e isso gerou um Roboão como filho.
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    Vemos em mais um exemplo na vida do rei Davi que: Um pai que falha no seu papel dentro do lar cria inimigos. Que Davi não foi um exemplo de pai já sabemos. Já falamos daquele filho que estuprou sua própria irmã, o Amnon. Mas o Absalão, que foi quem se vingou de Amnon, se tornou um Grande inimigo de seu pai. Ele arregimentou soldados para enfrentar o rei. Davi o amava muito, a ponto de ter chorado tanto quando Absalão morreu, que os seus soldados ficaram desmotivados. Mesmo assim, Absalão foi produto de um pai que certamente não acompanhou seu filho. Outro filho de Davi, Adonias, tentou roubar o trono antes da morte de seu pai. Ele foi um usurpador do trono. Davi teve que ungir Salomão como rei às pressas porque Adonias estava tomando o trono. Eu fico imaginando se o rei Davi tivesse ficado apenas com a sua primeira esposa e dedicado atenção integral aos seus filhos com ela. Quanta dor de cabeça não teria sido evitada!
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    Vamos falar agora de um exemplo de pai, pois vemos num exemplo do Novo Testamento que: Pais que cumprem o seu papel no lar permitem a manifestação da glória de Deus na vida de sua família e na vida de seus amigos. Quero falar de um pai cujos filhos viam exemplo. Eles viam este pai orando, cantando louvores a Deus, dando esmolas, fazendo o bem ao próximo, respeitando sua esposa, dando testemunho de sua fé no seu trabalho. Estou falando de Cornélio, descrito am Atos 10. Cornélio é descrito como um homem temente a Deus e de exemplo de vida. Ele tem uma visão de um anjo que o manda enviar seus servos para buscar o apóstolo Pedro que estava em outra cidade. Pedro vem até a casa de Cornélio e prega o evangelho. O que acontece? Todos se convertem, recebem o Espírito Santo, todos são batizados. A família, servos e soldados subalternos de Cornélio são abençoados por causa da fé daquele pai de família.  Cornélio era um comandante de um batalhão do exército romano. Poderia ter todas as desculpas para não dar atenção aos seus filhos. Mas o texto diz que ele era exemplo. Veja o que acontece quando você é um "Cornélio": Deus se manifesta na vida da sua família e de seus amigos. A glória de Deus se manifesta na nossa família quando somos pais que buscam acertar.
    Você, homem! O Inimigo quer destruir a sua família, mas você deve lutar contra isso. Comprometa-se com Deus. O mundo quer dizer que o "homem é assim mesmo, tem que provar que é homem". Diga não! Seja um exemplo na educação e exemplo aos seus filhos e você abençoará a sua vida e a vida de todos ao seu redor. Amém!

    Pr. Davi Liepkan