Antes de descrever o porque não creio na teoria da evolução, será importante entendermos o que é a teoria da evolução e quais as suas linhas. Então, é bom termos em mente que são três as linhas mais difundidas; são elas:
1. Evolução como filosofia.
Este conceito da evolução tenta mostrar que o universo físico - e dando mais ênfase ao biológico - tem um desenvolvimento próprio a partir da matéria bruta, cuja sua origem é desconhecida, podendo considerar uma existência eterna sem um começo. Dentro deste conceito, é eliminado qualquer ação ou intervenção de um Deus todo poderoso e pessoal. Toda a questão é regida por leis imutáveis e tudo acontece por acaso; não há um propósito para a vida e a existência. Quando se trata do homem, diz que deve agir como um fim em si próprio; ele é quem determina as suas leis e a ninguém deve prestar conta, a não ser a sociedade humana.
Concordo com alguns estudiosos do assunto, que seria mais certo chamar Darwin de Teísta em vez de Ateísta, mesmo que alguns que não crêem na existência de Deus, tenham adotado o seu sistema.
O ateísmo persistente é um sistema fracassado, e incapaz de defender-se de uma maneira lógica. Dizemos com isto que, se toda esta matéria que vemos e conhecemos, tivesse sido formada ou associada por mero acaso sem a intervenção e direção de um Deus Superior, acabaremos concordando que o cérebro humano assim como as suas moléculas são produtos do mero acaso, e até mesmo os pensamentos dos homens, idealismos, etc, também procedem por acaso. O ateu por não acreditar em um Deus Criador, crendo que todas as coisas surgiram do acaso, ele anula o seu próprio entendimento e poder de argumentação, visto que as próprias moléculas do seu cérebro foram associadas por mero acaso. Dizem que não existem absolutos, mas ao mesmo tempo afirmam um absolutismo, pois apelam para um ponto de vista que para ser confirmado depende de um ser Superior.
2. Evolução como mecanismo descritivo.
Quando se trata da evolução como mecanismo descritivo, temos em mente o processo da evolução pelo qual as espécies inferiores desenvolvem-se atingindo uma espécie superior. Os adeptos deste conceito da evolução afirmam que elas se desenvolvem por uma força interna, sem a ação de uma externa.
Nas escolas seculares são apresentadas algumas espécies que evoluíram de um estado inferior para um superior, assim como em museus e revistas evolucionistas, tentando mostrar que isto deu certo nos seres humanos desde os tempos mais antigos.
Dentro deste ponto de vista da evolução as espécies surgiram incompletas, inacabadas, imperfeitas, inferiores, menores e menos desenvolvidas que as similares atuais, sem órgãos, funções, sistemas e instintos que caracterizam seus correspondentes atuais, ou então, esses órgãos estariam desconectados e funcionando parcialmente.
Mas esta teoria apresentada não é verdadeira, pois, podemos fazer uma comparação com os processos que acontecem em nossos dias, por exemplo: Se olharmos o processo de industrialização, veremos que um automóvel construído a tempos atrás e que chegou aos nossos dias vindo de etapa em etapa, foi desenvolvido desde o mais remoto até o mais luxuoso. Tendo em mente este exemplo e sabendo que houve um desenvolvimento, ficaríamos conscientes de que houve alguém trabalhando para que isto acontecesse.
Quero usar ainda como exemplo, as diversas raças de cães, que são trabalhadas em laboratórios com objetivo de alcançar uma raça de melhor capacidade para segurança doméstica, adestramento policial, etc. Algumas obtiveram êxito e alcançaram uma superioridade, mas isto não significa evolução – O Criador fez e deu capacidade para os homens agirem de tal forma.
Para que uma espécie evolua para uma superior, deve existir um elo - chamado “elo faltante” - que faça esta transição, da espécie inferior para a superior. Em uma pesquisa mais apurada levou os estudiosos a concordarem que não existem estes “Elos”, vejamos as seguintes citações:
Austin H. Clark diz: “Se tivermos que aceitar os fatos, devemos acreditar que jamais existiram os chamados [seres] intermediários ou em outras palavras, que estes grupos maiores mantiveram entre si o mesmo relacionamento que possuem hoje”. [1]
De modo semelhante, G.C. Simpson conclui que cada uma das 32 ordens de mamíferos apareceu derrepente nos registros paleontológicos. “Os membros mais primitivos e mais antigos de cada espécie tinham já as suas características básicas, e nenhum caso se conhece de uma seqüência contínua aproximada que partiu de uma espécie para outra”. [2]
Devido a estas pesquisas e por uma variedade de razões, esta forma de evolução veio perdendo a sua força. Outras observações têm sido realizadas para provar também a fraqueza desta teoria, Vejamos:
A mais antiga forma de vida, segundo a evolução, são as algas cianofícias, (vegetais aquáticos de cor azulada). Elas surgiram "perfeitas".
Aqui o evolucionismo se perde totalmente, pois é incapaz de explicar como a abelha aprendeu a fazer favos matematicamente perfeitos.
Estudos declaram que a mais antiga abelha encontrada em âmbar de New Jersey (que teria 80 milhões de anos), era "avançada e pouco difere das abelhas que vivem hoje".
É também um mistério para a evolução o tamanho dos vegetais e animais fósseis, as espécies fósseis comparadas com as equivalentes atuais, ao contrário do que imaginava Darwin, são maiores, mais desenvolvidos e superiores aos atuais. [3]
O grau de variações dentro de uma mesma espécie é impossível, possibilitando o surgimento de espécies diferentes ou superiores. Pode haver variedade de espécies, não novas espécies.
3. Evolução Teísta.
Esta linha da evolução concebe a existência de Deus como Criador de todas as substâncias materiais do universo; diz que a matéria não era eterna, mas foi criada por Deus do nada, e é controlada no seu desenvolvimento segundo o plano que o Senhor determinou.
Este conceito da evolução é o que mais se assemelha ao criacionismo bíblico, por isto é exigido muito conhecimento bíblico por parte daqueles que o estudam. Alguns podem dizer que esta linha da evolução pode harmonizar-se com Gênesis um, mas para mim quando se trata da obra criadora de Deus, obra esta que é única, devemos analisar os fatos com o máximo de cuidado, porque poderemos cair no erro de entrarmos em um conceito teísta ou semiteísta de um Deus que criou todas as coisas, tendo-o programado antecipadamente como se faz com um computador, e depois se retirou para ficar observando o seu funcionamento automático. Este Deus não é o “Ser Soberano” o “Eu Sou” (Ex.3:14) que se preocupa com suas criaturas, o Deus de quem se espera a salvação.
Uma outra alternativa de uma evolução teística é que há lugar para a oração e para o relacionamento dos seres humanos e o Criador; tal evolução teística concebe Deus como o que determina a ascensão das espécies biológicas, mediante certo tipo de mecanismo evolutivo, cujo dinamismo e direção encontra-se em si mesma.
Muitos teístas, não aceitam Adão e Eva como indivíduos literais, históricos, criados, mas concebem que o homo sapiens se desenvolveu gradualmente de um hominídeo sub humano para depois, finamente, desenvolver uma consciência de Deus, momento este sabe lá quando o homem macaco se tornou Adão.
Toda esta teoria não passa de falsificações enganosas de cientistas que querem provar e tirar a glória do único Deus soberano, incutindo esta impossível teoria da evolução na mente das pessoas. Isto se confirma quando o Dr. Alfred McCann publicou o seu importante livro, “God-Or Gorilla” (Deus-Ou Gorila), de 344 páginas de pesquisas sobre as falsificações, que serviram de base para tentar provar os supostos elos entre o macaco e o homem, e com isto desprezando os relatos da criação narrados no livro de Gênesis capítulos 1e 2.
Tratei até aqui sobre três aspectos concernentes a teoria da evolução, e é possível combatê-los através da Bíblia. Na próxima postagem apresentarei alguns aspectos bíblicos que vão contra a teoria da evolução e seus conceitos. Acompanhe!
Pr. Márcio B.S. Trindade
Partes deste texto foram tiradas da minha tese (TCC) sobre: “ANTROPOLOGIA BÍBLICA”
[1] Gleason Archer. Enciclopédia de temas bíblicos. Ed. Vida. p.50
[2] Gleason Archer. Enciclopédia de temas bíblicos. Ed. Vida. p.50
[3] Comentários de: Prof. Roberto Cezar de Azevedo.