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  • DROGAS, INGENUIDADE QUE MATA

    24 Abril 2010

    A psiquiatra mexicana Nora Volkow é uma referência na pesquisa da dependência química no mundo. Foi quem primeiro usou a tomografia para comprovar as consequências do uso de drogas no cérebro. Desde 2003 na direção do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas, nos Estados Unidos, Volkow esteve no Brasil para uma palestra na Universidade Federal de São Paulo. Dias antes de chegar, falou à revista Veja, por telefone, de seu escritório em Rockville, próximo a Washington. No momento em que recrudesce a campanha para a descriminalização das drogas, suas palavras são uma forte estocada nas opiniões ingênuas e nos argumentos politicamente corretos.

    Veja, acertadamente, trouxe à baila recente crime que chocou a sociedade. Glauco Villas Boas e seu filho foram mortos por um jovem com sintomas de esquizofrenia e que usava constantemente maconha e dimetiltriptamina (DMT) na forma de um chá conhecido como Santo Daime. "Que efeito essas drogas têm sobre um cérebro esquizofrênico?" A resposta foi clara e direta: "Portadores de esquizofrenia têm propensão à paranoia e tanto a maconha quanto a DMT (presente no chá do Santo Daime) agravam esse sintoma, além de aumentarem a profundidade e a frequência das alucinações. Drogas que produzem psicoses por si próprias, como metanfetamina, maconha e LSD, podem piorar a doença mental de uma forma abrupta e veloz", sublinhou a pesquisadora.

    Quer dizer, uma eventual descriminalização das drogas facilitaria o consumo das substâncias. Aplainado o caminho de acesso às drogas, os portadores de esquizofrenia teriam, em princípio, maior probabilidade de surtar e, consequentemente, de praticar crimes e ações antissociais. Ao que tudo indica, foi o que aconteceu com o jovem assassino do cartunista. A suposição, muito razoável, é um tiro de morte no discurso da ingenuidade.

    Além disso, a maconha, droga glamourizada pelos defensores da descriminalização, é frequentemente a porta de entrada para outras drogas. "Há quem veja a maconha como um droga inofensiva", diz Nora Volkow. "Trata-se de um erro. Comprovadamente, a maconha tem efeitos bastante danosos. Ela pode bloquear receptores neurais muito importantes." Pode, efetivamente, causar ansiedade, perda de memória, depressão e surtos psicóticos.

    Não dá para entender, portanto, o recorrente empenho de descriminalização. Também não serve o falso argumento de que é preciso evitar a punição do usuário. Nenhum juiz, hoje em dia, determina a prisão de um jovem por usar maconha. A prisão, quando ocorre, está ligada à prática de delitos que derivam da dependência química: roubo, furto, pequeno tráfico, etc. Na maioria dos casos, de acordo com a Lei n.º 9.099/95, há aplicação de penas alternativas, tais como prestação de serviços à comunidade e eventuais multas no caso de réu primário.

    Caso adotássemos os princípios defendidos pelos lobistas da liberação, o Brasil estaria entrando, com o costumeiro atraso, na canoa furada da experiência europeia. A Holanda, que foi pioneira ao autorizar a abertura de cafés onde era permitido consumir maconha e haxixe, já está retificando essa política. O mesmo ocorre na Suíça, que também está voltando atrás na política de liberar espaços em que viciados se encontram para injetar heroína fornecida pelo próprio governo. Um amigo jornalista, irônico e inteligente, deixou cair a pergunta que paira na cabeça de muita gente: Será que Fernandinho Beira-Mar forneceria ao governo a maconha que seria repassada aos usuários?

    Todos, menos os ingênuos, sabem que, assim como não existe meia gravidez, também não há meia dependência. É raro encontrar um consumidor ocasional. Existe, sim, usuário iniciante, mas que muito cedo se transforma em dependente crônico. Afinal, a compulsão é a principal característica do adicto. Um cigarro da "inofensiva" maconha preconizada pelos arautos da liberação pode ser o passaporte para uma overdose de cocaína. Não estou falando de teorias, mas da realidade cotidiana e dramática de muitos dependentes. Transcrevo, caro leitor, o depoimento de um dependente químico. Ele fala com a experiência de quem esteve no fundo do poço.

    "Sou filho único. Talvez porque meus pais não pudessem ter outros filhos, me cercavam de mimos e realizavam todas as minhas vontades. Aos 12 anos comecei a fumar maconha, aos 17 comecei a cheirar cocaína. E perdi o controle. Fiz um tratamento psiquiátrico, fiquei nove meses tomando medicamentos e voltei a fumar maconha. Nessa época já cursava Medicina e convenci os meus pais de que a maconha fazia menos mal que o cigarro comum. Meus argumentos estavam alicerçados em literatura e publicações científicas. Eles mal sabiam que estavam sendo enganados, pois, além de cheirar, também passei a injetar cocaína e dolantina, que é um opiáceo. Sofri uma overdose e somente não morri porque estava dentro de um hospital, que é o meu local de trabalho. Após essa fatalidade, decidi me internar numa comunidade terapêutica e, hoje, graças a Deus, estou sóbrio. O uso moderado de maconha sempre acabava nas drogas injetáveis. Somente a sobriedade total, inclusive do álcool, me devolveu a qualidade de vida que não pretendo trocar nem por uma simples cerveja ou uma dose de uísque." A.S.N., médico, Ribeirão Preto (SP), foi interno da Comunidade Terapêutica Horto de Deus (www.hortodedeus.org.br).

    As drogas estão matando a juventude. A dependência química não admite discursos ingênuos, mas ações firmes e investimentos na prevenção e recuperação de dependentes.

    Fonte: O Estado de São Paulo

    MENINOS DE RUA USAM DINHEIRO DE ESMOLAS PARA COMPRAR DROGAS

    03 Abril 2010

    “Consiga 5 reais e garanta seu reggae”. A dica é de um menino de aparentes 10 anos de idade para outro da mesma faixa etária, recém-chegado do interior do Estado. A quantia: uma pedra de crack vendida na Roça da Sabina, invasão que fica na avenida Centenário. O objetivo: conseguir o dinheiro, trocar pela droga e consumir num dos pontos usados pelos meninos de rua no Chame Chame e na Barra, área nobre da cidade.

    Os garotos aprendem a montar estratégias para conseguir o dinheiro na escola da vida. A tática mais adotada inclui o maior supermercado na região. É entre as gôndolas do Bom preço que os meninos abordam os clientes. “E pedem leite em pó, biscoitos, latas de cereais e até sanduíches prontos. Tudo isso vira droga minutos depois”, conta uma caixa do supermercado, que, por medo de represálias dos meninos, pede para não ser identificada.

    Não é só entre as gôndolas que os garotos imploram pelos pacotes de alimentos. Muitos se fazem passar por empacotadores. “Acho um absurdo. Somos submetidos aos olhares de constrangimento de todos quando negamos pacotes de leite em pó ou biscoitos.Como eu não pago comida para o menino se eu estou levando cerveja para casa?  É um questionamento das pessoas e se torna desagradável para o cliente”, diz Marcela Falcão,
    32 anos, que, acompanhada do filho, acabou pagando R$ 2 pelo serviço do
    ‘empacotador’.

    SACIS
    No térreo, os meninos parecem sacis. Pulam por todos os lados, na tentativa de distrair os seguranças. “Se a gente der uma brecha, eles sobem correndo. Já recebemos ordens pra não deixar subir”,  conta um dos homens contratados pelo supermercado. “E eles ficam gritando que são menores e que não podemos tocar neles. Por isso, temos que ter cuidado”, completa.

    Durante a semana, o CORREIO acompanhou os meninos. No elevador do supermercado, que só funciona para descer, há um truque.  “Enfiam um pedaço de papel entre as portas e os sensores destravam o elevador. Aí eles sobem”, diz o segurança.

    Dona de uma lanchonete no térreo, Maria (nome fictício) teve o celular roubado por um dos meninos na terça-feira. “Liguei para meu número de volta e o aparelho já havia sido vendido para um homem, no posto de gasolina aqui do lado. Num piscar de olhos”. Maria lembra que, no mesmo dia, uma cliente pagou um lanche para um deles. “Ele queria que eu devolvesse o dinheiro da cliente para ele e aceitasse o lanche de volta. Disse que não e ele se revoltou. Sentou-se na calçada e vendeu o lanche por R$ 2”,lembra ela que sempre briga com os meninos e os coloca para fora da lanchonete.

    LEITE
    Após conseguirem o dinheiro, o destino é a Roça da Sabina. Se o lucro do dia vier em produtos, todos aos pontos de ônibus que ficam em frente ao mercado, onde as mercadorias são vendidas a preços mais baratos. “Eles vendem leite e biscoitos que custam bem mais caro a R$ 5 para conseguir a pedra. Às vezes, quando estou no ponto, indo para casa, eles tentam me vender as mercadorias”, revela a caixa. Para o segurança, a tarefa é também ingrata. “O pior é chegar em casa e dormir pensando que, no dia seguinte, vou fazer tudo de novo. Eles vêm todo dia”, diz.

    Fonte: Redação Correio

    EX-PRATICANTE CONTA OS BASTIDORES DO SANTO DAIME

    18 Março 2010

    O assassinato do cartunista Glauco Villas Boas e seu filho Raoni, na madrugada de sexta-feira em Osasco, São Paulo, trouxe à tona discussões sobre o Santo Daime, como é mais popularmente conhecido o uso ritualístico da Ayahuasca, o chá feito a partir de duas plantas da região amazônica e que tem propriedades alucinógenas. O cartunista era fundador de uma igreja baseada no daime e foi morto no templo que havia construído no terreno de sua casa.
    O jovem apontado como autor do crime teria se aproximado da igreja de Glauco com o objetivo de livrar-se do uso de drogas. Foi essa suposta capacidade atribuída ao uso do chá que atraiu João (o nome é fictício), um jovem com histórico de dependência de substâncias ilícitas que aceitou explicar ao Terra o que viu e sentiu em suas experiências como daimista.
    João ouviu falar do chá pela primeira vez no final dos anos 1990, quando morava em Rio Branco, capital do Acre. O nível de informações, porém, era insuficiente. Talvez um reflexo da falta de aceitação do ritual em parte da sociedade. Mas como o daime faz parte da cultura da região Norte, João encontrou em uma colega de faculdade em Manaus (AM) a oportunidade de conhecer a Ayahuasca.
    Sua primeira impressão foi a de que o daime baseia-se numa doutrina cristã. "Antes de participar de uma das cerimônias, ou trabalhos, como são conhecidas, eu teria de passar por uma entrevista com membros da igreja, que ficava localizada em uma área menos populosa, nos arredores de Manaus", conta ele.
    Os líderes da igreja fizeram perguntas a João. "Eles questionaram porque eu queria tomar daime, se tinha histórico de uso de drogas, e se possuia conhecimentos sobre espiritualidade. Me pediram que ficasse três dias sem ingerir bebidas alcoólicas e até sem comer carne vermelha antes da cerimônia", disse.
    O estudante também ouviu histórias sobre a origem do daime, sua relação com a cultura amazônica, a ligação com a floresta, simbologia, como são realizados os trabalhos e outros detalhes. João também constatou que os freqüentadores mais assíduos, ou fardados, vivem nos arredores da igreja, em uma espécie de comunidade. As pessoas vêm das mais diferentes formações. Há desde agricultores até policiais e advogados. Mas há também os que chegam à igreja como curiosos, interessados em experimentar a bebida. Estes sofrem com a reação clássica do chá, o vômito.
    O daime é tomado basicamente em três "linhas", cada qual com suas características de ritual: daime, união e barquinha. O Santo Daime é a ramificação mais ligada aos signos da igreja católica e é bem rígida durante os trabalhos. Existe até um fiscal que ajuda nos momentos de aperto, afirma João.
    São determinados os lugares onde você deve ficar na igreja, quanto tempo e para onde você pode se afastar, para "não quebrar a corrente" no decorrer da cerimônia. Há duas etapas nos trabalhos, a concentração, quando se fica em silêncio por cerca de uma hora após tomar o chá, intercalando com alguns hinos (músicas da doutrina), e o bailado, quando se faz uma espécie de coreografia dando dois passos para cada lado, em cerimônias que podem durar de sete a doze horas.
    A União do Vegetal tem um círculo mais restrito, mas não tão rígido. Durante as cerimônias é possível conversar e fazer perguntas ao responsável pela cerimônia. Os hinos são diferentes, mas o que importa é a mensagem, diz João.
    João também conheceu a Igreja da Barquinha, dessa vez em Rio Branco. O local é parecido com uma igreja católica e o ritual se assemelha bastante com o do Santo Daime, com a diferença da inclusão de entidades afro-brasileiras nos rituais.
    Em comum entre as três linhas está o chá. Feito da mistura de um cipó e de folhas de um arbusto da Amazônia, ele começa a fazer efeito em cerca de 20 minutos. A primeira reação é uma espécie de sonolência, com muitos bocejos. "A partir desse ponto, a sensibilidade aos sons e à luz fica mais forte, assim como o torpor que oscila em momentos mais fortes e tranquilos, de acordo com o hino", descreve João.
    O chá leva o usuário a momentos de auto-análise para depois encontrar o ápice do efeito, quando fica difícil de manter a concentração. "Nesse ponto ocorrem mirações, efeitos alucinógenos do chá. Antes ou depois delas me senti mal e vomitei, um efeito conhecido como peia, que é comum entre os daimistas", relata João.
    A peia é incômoda, mas depois dela a sensação é boa, e muda de acordo com o hino que estiver sendo cantado. A música é parte importante no ritual. No daime e na barquinha, os visitantes recebem inclusive um hinário para poder acompanhar e cantar as músicas.
    João frequentou os cultos por seis meses e conta que a experiência com a Ayahuasca foi positiva e o ajudou a livrar-se das drogas, inclusive do álcool. Mas que não há como generalizar: "Cada um que toma tem uma experiência diferente", afirma.
    No período em que freqüentou as igrejas, João afirma que notou alterações significativas em pessoas que passaram a ser mais assíduas nos rituais. "Algumas realmente abdicam da vida social e se isolam em comunidades no meio da mata", diz ele.
    "Vi em muitos casos pessoas achando eram mais puras e elevadas, diziam ter contatos com entidades elevadas, o que de certa forma causava risos entre os praticantes mais velhos", afirmou.
    "Ao tomar o daime, a pessoa não pode se deixar levar por devaneios egocêntricos, que provavelmente viriam à tona em um outro momento de sua vida", disse.
    Fonte: Mais notícias de brasil

    ROUBANDO EM CASA PARA TROCAR POR DROGAS?

    15 Março 2010

    O que fazer?

    "Os familiares devem conduzir o dependente para avaliação médica especializada. Caso o paciente se recuse a comparecer, os familiares deverão procurar o auxílio médico sem a presença do doente e detalhar toda a situação para o profissional. Com todos os detalhes fornecidos, o profissional seguramente avaliará a situação e proporá medidas para auxiliar tanto o doente quanto os familiares"
    Furtar objetos ou valores da própria casa para trocar por drogas não é uma queixa incomum entre familiares de dependentes químicos. Quando isso estiver acontecendo, evidencia-se um forte sinal de perda do controle diante do consumo de substâncias e os familiares NÃO podem, sob quaisquer pretextos, fazer “vistas grossas” diante dos fatos.
    Em um indivíduo que desenvolveu o quadro de Síndrome de Dependência de substâncias, a fissura ou “craving” para consumir a droga pode ser tão intenso, como frequentemente é, a ponto de motivar o mesmo a fazer de tudo para angariar a droga. Isso inclui, por exemplo, o furto de objetos ou valores da sua própria casa ou de terceiros. Às vezes, também infelizmente, o dependente químico começa a roubar para manter o seu próprio vício.
    Devemos lembrar que tanto o “furto” quanto o “roubo” são atividades ilícitas contra a propriedade e devem ser combatidos e evitados. Se o dependente químico estiver praticando atividades ilícitas, ele não deve ser poupado das suas responsabilidades. Isso não significa peremptoriamente que deve ser preso; isso significa que ele deve ser adequadamente tratado. Ele precisa reconhecer o mal que está fazendo contra ele mesmo e contra as outras pessoas, assumindo-o. Na verdade, quanto mais cedo for o tratamento, menores serão as repercussões negativas do comportamento do indivíduo dependente.
    Nessas situações, o tratamento médico se impõe de forma clara. Tanto os familiares quanto o paciente deverão estar inseridos em um tratamento sério.
    Os familiares devem conduzir o dependente para avaliação médica especializada. Caso o paciente se recuse a comparecer, os familiares deverão procurar o auxílio médico sem a presença do doente e detalhar toda a situação para o profissional. Com todos os detalhes fornecidos, o profissional seguramente avaliará a situação e proporá medidas para auxiliar tanto o doente quanto os familiares.
    Lembro, nesse sentido, que essa avaliação deverá ser realizada por profissional médico especializado na matéria.
    Você tem um problema bastante sério na sua casa que precisa ser adequadamente resolvido. Não perca tempo!

    Fonte: Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas

    MACONHA PODE “DESATIVAR” ESPERMA

    01 Março 2010

    Estudo afirma que espermatozóides perdem a força quando são ativados precocemente.

    Um estudo da Universidade da Califórnia acaba de mostrar os efeitos de um anticoncepcional inusitado: a maconha. Com um olhar mais a fundo sobre o funcionamento dos espermatozóides, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a droga contêm um princípio ativo capaz de “gastar a bateria” dos espermatozóides antes da hora.

    Os espermatozóides permanecem imóveis na maior parte do tempo em que estão no corpo dos homens. O movimento só começa quando ele está a caminho do corpo da mulher e sua “bateria” dura apenas o tempo suficiente para atingir o óvulo feminino.

    Se os espermatozóides forem ativados em algum momento antes do necessário, eles não têm energia suficiente para chegar ao óvulo e perdem a chance de fecundação. E a maconha, assim como uma substância do canal reprodutor masculino e feminino, o encocabinóide, tem o poder de fazer essa ativação, de acordo com a pesquisa.

    Um dos responsáveis pelo estudo, Yuriy Kirichok, compara os espermatozóides a balões cheios de ar. Assim como bexigas, os espermatozóides estão "inflados", com partículas com carga positiva - os prótons - em vez de ar. Quando liberamos todos estes prótons de uma vez, o espermatozóide se move. É como se estivéssemos abrindo um canal para que o ar escapasse do balão. Isso acontece porque, a carga do lado de fora de onde está o esperma é negativa e atraí os prótons que estão dentro dos espermatozóides, de carga positiva. “Nós identificamos a molécula que permite que isso aconteça", diz o pesquisador.

    A maconha e os endocanabinóides, dizem os pesquisadores, abrem o caminho para essa reação ocorrer, e o "ar" sair do esperma. Com a ativação antes do tempo, quando chega a hora de correr para o corpo da mulher, já não há potência para alcançar o óvulo.

    O estudo, por enquanto, trabalha em cima de hipóteses. Nenhum teste prático com consumidores de maconha foi feito para comprovar se o efeito, de fato, é significativo.

    Fonte: Redação Galileu

    PESQUISA DO IBGE REVELA INÍCIO PRECOSE DOS JOVENS COM DROGAS

    O IBGE detectou que 24,2% de jovens pesquisados já experimentaram o cigarro alguma vez na vida e 6,3% o consumiram alguma vez nos 30 dias anteriores à pesquisa. O consumo de bebida alcoólica era mais disseminado do que o fumo: 71,4% já haviam experimentado álcool alguma vez, sendo que 27,3% disseram ter consumido no mês anterior à pesquisa. Quase 20% declararam ter obtido a bebida em supermercados ou bares e 12,6 % deles na própria casa.
    Já haviam se embriagado 22,1% dos escolares. A Pense verificou, ainda, que 8,7% dos estudantes já usaram alguma droga ilícita . A Pesquisa mostra, também, que já tiveram relação sexual 30,5% dos estudantes, sendo 43,7% adolescentes do sexo masculino e 18,7% do sexo feminino. Embora a maioria (87,5% dos alunos da rede pública e 89,4% da rede privada) tivesse informações sobre AIDS ou outras doenças sexualmente transmissíveis, 24,1% dos estudantes não havia usado preser-vativo na última relação sexual.
    Os dados sobre violência mostram que quase um terço dos alunos (30,8%) respondeu ter sofrido bullying alguma vez, cuja ocorrência foi verificada em maior proporção entre os alunos de escolas privadas (35,9%) do que entre os de escolas públicas (29,5%). Nos 30 dias anteriores à pesquisa, 12,9% dos estudantes se envolveram em alguma briga com agressão física, chegando a 17,5% entre os meninos e 8,9% entre as meninas, inclusive com o uso de armas brancas (6,1% dos estudantes) ou arma de fogo, declarado por 4% deles.
    Viviam na companhia do pai e da mãe 58,3% dos estudantes, sendo que 31,9% moravam apenas com a mãe, 4,6% somente com o pai e 5,2% sem a presença da mãe e nem do pai. Quase 10% dos alunos declararam ter sofrido agressão por algum adulto da família.
    71,4% dos jovens responde-ram ter experimentado bebida alcoólica. O percentual variou de 55,1% em Macapá a 80,7% em Curitiba. A maior freqüência de experimentação de bebida alcoólica ocorreu no sexo feminino (73,1%), mesmo que a proporção entre os do sexo masculino também fosse elevada (69,5%). A proporção também era maior entre os alunos das escolas privadas (75,7%), na comparação com os das escolas públicas (70,3%).
    Pense verificou que 8,7% dos escolares já usaram alguma droga ilícita.
    A Pense verificou que 8,7% dos escolares já usaram alguma droga como maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança perfume e ecstasy. O maior percentual foi encontrado em Curitiba (13,2%), e o menor em Macapá (5,3%). Os homens foram mais freqüentes no uso de drogas ilícitas (10,6%) que as mulheres (6,9%).

    Autor: Editoria Cidades

    Fonte: Diário do Amapá

    MULHERES ESTÃO BEBENDO MAIS

    20 Fevereiro 2010

    Ministério da Saúde realizou pesquisa recentemente e constatou que os brasileiros estão bebendo cada vez mais. Uma das surpresas foi o aumento do alcoolismo entre as mulheres. Quinta-feira, 18, é o dia nacional de luta contra o alcoolismo.

    Ainda de acordo com o estudo, em 2008, o consumo de álcool pelos brasileiros em geral foi de 19% contra 17,5% em 2007, e de 16,1% em 2006. Quanto ao consumo entre as mulheres, a pesquisa revela que em 2008, a população feminina foi de 10,5%, enquanto que em 2007 era de 9,3%, e de 8,1% em 2006.

    O presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) Gustavo Gusso, alerta que é preciso descobrir a causa de tal comportamento. “Uma morte, desemprego, depressão são fatores que podem levar a pessoa ao consumo descontrolado. Por isso, é fundamental tratar o indivíduo como um todo, que é a grande preocupação do médico de família. O trabalho de equipe multidisciplinar, juntamente com a participação da família no tratamento, pode salvar o paciente”.

    Para evitar consequencias sérias, o ideal para quem quer aproveitar uma festa sem prejudicar a saúde é que as pessoas ingiram uma dose a cada hora e, sempre, intercalando com o consumo de alimentos. Vale lembrar que uma dose (50 ml) de bebida destilada, como uísque, vodca ou água ardente, tem a mesma quantidade de álcool de uma lata (350 ml) de cerveja e a mesma que um cálice de vinho. Com esse consumo mediano, é possível que os foliões deste carnaval garantam os efeitos positivos do álcool, como o aumento da euforia.

    Ressaca. Mas quem não tomar estes cuidados, com certeza poderá esperar a conhecida sensação de queimação no estômago ou de dor de cabeça. Por isso, a única maneira de se recuperar é fazer uma dieta de desintoxicação.

    Para a nutricionista Thassiana Cecílio Martinelli, após a ingestão de grandes quantidades de bebida, o ideal é que as pessoas façam um dia de dieta líquida, com valor calórico abaixo do usual, para limpar o organismo. “É preciso equilibrar a quantidade de proteínas e carboidratos, e complementar com alimentos diuréticos, como melão e melancia. Sopas leves também são importantes na alimentação pós-festa”, explica. Outra recomendação da nutricionista é a de manter as refeições normalmente, para evitar desidratação e conservar a energia.

    Fonte: JM. On line.

    VÍDEO GAME CAUSA DEPENDÊNCIA

    06 Fevereiro 2010

    Nove entre dez crianças e adolescentes são apaixonados por videogames e computadores. A brincadeira, porém, pode acabar se tornando um vício se não houver controle rígido dos pais em relação às horas passadas em frente à tela. Para detectar e tratar casos da chamada “dependência eletrônica”, a Santa Casa de Misericórdia, no Centro, abriu 50 vagas no ambulatório de Psiquiatria Infantil. A doença pode provocar grave queda no rendimento nos estudos e até evasão escolar, quando os jovens simplesmente deixam de ir à aula para jogar.
    Segundo o chefe do setor, Fábio Barbirato, os sintomas se assemelham à dependência em drogas, como agressividade e ‘fissura’, entre outros. O especialista alerta que os pais devem começar a se preocupar quando a criança abandona atividades cotidianas — como se alimentar e conviver com amigos — para ficar no mundo virtual. São consideradas ‘normais’ até duas horas por dia de jogos eletrônicos e Internet para crianças e adolescentes.
    Barbirato explica que outro indicativo é um comportamento agressivo prolongado — que ultrapassa a ‘birra’ — quando aparelhos eletrônicos são desligados e limites, impostos. “Em casos extremos, a criança pode pegar dinheiro escondido para ir a lan houses e até abandonar a escola para jogar. Muitos pais não sabem impor limites. Há possibilidade de este jovem se tornar um adulto com vícios em pôquer, bingo ou álcool”.


    FIQUE DE OLHO

    CRISE DE ABSTINÊNCIA A criança com a dependência eletrônica fica extremamente nervosa quando os aparelhos são desligados. A irritação só acaba quando o jogo é retomado.
    24 HORAS DE JOGO
    A criança dependente é capaz de ficar 24 horas por dia jogando e esquece das outras atividades. O sintoma pode prejudicar o rendimento nos estudos e causar evasão escolar.
    FISSURA
    O termo caracteriza a necessidade de o jovem estar em contato com os jogos. Para isso, ele é capaz até de pegar dinheiro para pagar lan houses.
    ACESSO A TRATAMENTO A Santa Casa de Misericórdia vai iniciar triagem e diagnóstico dos casos em março, para a seleção dos 50 pacientes de 12 a 16 anos. Para marcar um horário, deve-se ligar a partir de hoje para 2533-0118. O hospital fica na Rua Santa Luzia, 206, Centro do Rio.
     
    Fonte:O Dia/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

    FALTAM TRATAMENTOS GRATUITOS PARA DEPENDENTES

    03 Fevereiro 2010

    De acordo com o Ministério da Saúde, dependentes de álcool e outras drogas podem procurar auxílio nos CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). Das 1467 unidades de atendimento no país, apenas 223 são especializadas no tratamento de álcool e drogas (as conhecidas Caps-AD).
    Na semana passada, para reduzir o consumo de bebidas alcoólicas na Rússia - que chega a 18 litros de álcool puro per capita por ano -, o presidente, Dmitry Medvedev, impôs um preço mínimo de US$ 3 (pouco mais de R$ 5) para uma garrafa de meio litro de vodca. Para o coordenador de divulgação do escritório dos Alcoólicos Anônimos (AA) de São Paulo, Hugo Leal, a medida implantada na Rússia não daria certo no Brasil, pois a taxação maior das bebidas poderia gerar um consumo exacerbado de produtos ilegais -- uma vez que o dependente não consegue ficar sem beber.
    No Brasil, dados da ABEAD (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas) revelam que 2,3% dos brasileiros entre 12 e 65 anos sofrem de dependência alcoólica. Segundo Leal, a queda no número de alcoólatras no país só aparecerá depois da expansão de campanhas de divulgação dos malefícios causados pelo excesso de bebidas além da ampliação de investimentos no tratamento dos dependentes. "Hoje, quem desenvolve o alcoolismo fica nas mãos de clínicas particulares muito caras ou comunidades sem recursos", afirma Leal.
    O assessor técnico da Coordenação de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Francisco Cordeiro explica que o alcoolismo é o principal problema de saúde pública no país. Para ele, assim como a Lei Seca resultou na redução no número de acidentes causados por decorrência do álcool, o aumento de impostos poderia contribuir para a redução do número de dependentes. "Este deve ser apenas um dos esforços para combater o problema -- que exige medidas integradas de diversos setores da sociedade", ressalta.
    Em contrapartida, Ana Cecília Marques, coordenadora do Departamento de Dependência Química da Associação Brasileira de Psiquiatria, afirma que aumentar o imposto no setor de bebidas alcoólicas seria a política preventiva mais eficaz que o país implantaria. "Quanto mais se restringe o uso, mais pessoas abandonam o consumo. Um exemplo é a lei antifumo. Com a bebida não seria diferente. Se beber ficar mais caro, a procura cairá e haverá mais buscas por tratamento", afirma.
    Para a especialista, além dos dependentes, a lei traria benefícios para os jovens que estão começando a beber e para os que, um dia, deixaram o vício. Tributos Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), o governo recolhe 54,8% de impostos sobre o valor de cada unidade de cerveja vendida. Em relação ao whisky, a porcentagem chega a 61,22%. Para o presidente Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, copiar medidas implantadas em outros países requer cautela. Segundo ele, a Rússia tem um governo centralizador e conseguirá administrar o consumo de bebidas no país. "Uma lei como essa no Brasil ampliaria a informalidade. Aquilo que parece remédio ideal pode trazer efeitos colaterais ainda piores", conclui.
    De acordo com as assessorias de imprensa do Senado e da Câmara Federal, já há projetos de lei que visam determinar que as indústrias de bebidas alcoólicas paguem as despesas de recuperação dos dependentes.

    Autor: Seção Brasil
    OBID Fonte: BOL

    PAIS E FILHOS. ÁLCOOL E CRACK

    11 Janeiro 2010

    Ser pai de dois adolescentes é um exercício permanente de atualização, mas poucas coisas me chamam mais a atenção do que a frequência dos casos de alcoolismo entre os jovens. Há duas semanas, a festa de formatura do Ensino Fundamental do meu filho por pouco não teve um final trágico, não fosse a ação rápida de pessoas que levaram uma jovem de 14 anos inconsciente para o hospital.
    A gurizada, sempre criativa e hábil no uso da tecnologia, dribla a vigilância nem sempre presente entre os pais. Como essas festas geralmente são fechadas e com um controle rigoroso, eles combinam o que chamam de concentração. É o encontro na casa de um colega com pouco controle paterno, antes de seguir para a festa. Lá, eles produzem um coquetel, resultado da mistura de cachaça e vodca numa embalagem de refrigerante para chegar à festa embalados.
    O resultado são brigas generalizadas – dentro e fora do local das festas –, acidentes de trânsito, perturbação no entorno das casas noturnas e arruaças dentro de casa e no condomínio. Os casos de coma alcoólico são mais frequentes do que se imagina. A tolerância, a omissão e a falta de comprometimento dos pais transformam os finais de semana em apreensão até o raiar do dia.
    Enquanto isso, professores chamam a atenção das famílias que transferem responsabilidades. Preferem culpar coleguinhas, escolas e outros pais. A ingestão de bebidas alcoólicas por parte dos adultos é um exemplo que os adolescentes copiam para fugir da falta de diálogo, da ausência de comprometimento e da inexistência de preocupação com os amigos dos filhos.
    Assim como o crack, o álcool ganhou espaço silenciosamente, invadiu os espaços sociais e, diante da imobilidade geral, fez reféns jovens e famílias inteiras. Os efeitos são idênticos, provoca dor e perdas, além de comprometer a formação e o futuro de milhares de jovens. A fiscalização das autoridades – sim, a comercialização de bebidas para menores é gritante – é frouxa e ineficiente diante do pouco-caso dos pais para as consequências do hábito de beber.
    O álcool, assim o crack, exige uma ampla mobilização e o empenho de autoridades, educadores, pais e dos próprios jovens. Do contrário, continuaremos a lamentar a perda de vidas motivadas pela omissão. Fechar os olhos diante da ilusão de que se trata de “um problema dos outros” só servirá para aumentar os riscos de agravamento do problema.

    Fonte:Zero Hora/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

    1 CIGARRO = 15 GENES ATINGIDOS

    19 Dezembro 2009


    Os cientistas do Wellcome Trust conseguiram completar a sequência genética de dois tipos de cancro, o da pele e o do pulmão, revelou ontem, ao fim do dia, a revista Nature. É um dia que vai ficar para a História, se tivermos em conta que traz consigo a esperança de prevenção, tratamento e cura de duas doenças que matam, todos os anos, mais de 250 mil pessoas, e provocam um sofrimento insuportável a milhares de outras.
    A partir destes mapas, os investigadores vão agora descobrir como podem diagnosticar as mutações ocorridas num momento muito precoce, e também como atacá-las de imediato com medicamentos mísseis, que cheguem directamente às celulas doentes em lugar de destruírem as boas e as más como acontece com a químio e a radioterapia tradicionais.
    Mais importante, confirmaram as suspeitas de que tanto o cancro da pele, como o do pulmão são causados, na maior parte dos casos, pela exposição ao sol, no melanoma, e pelo tabaco, no do pulmão.

    Ou seja, perfeitamente evitáveis, com mudanças de comportamento óbvias e relativamente fáceis.
    Peter Campbell, que conduziu o estudo, é peremptório: cada cigarro fumado provoca 15 mutações de ADN e um maço de tabaco é, só por si, uma roleta russa. Muitas das mutações ocorridas vão acontecer em partes do genoma que não estão implicadas no desencadear do processo canceroso, mas de vez em quando acertarão num gene que provoca o cancro, explica.
    O código de ADN do cancro do pulmão contém mais de 23 mil erros, provocados pela exposição ao fumo do tabaco. Fica uma nota de esperança: deixando de fumar, com o tempo, as células com mutações vão sendo substituídas por outras saudáveis. Quanto ao ADN do cancro da pele, regista 30 mil erros, a maioria causada por tempo de mais ao sol - convenhamos que um factor fácil de controlar.


    Fonte:Destak Jornal.

    POLÍGONO DA MACONHA AGORA É DO CRACK

    10 Dezembro 2009


    Traficantes trocam a erva pela "pedra da morte" no sertão pernambucano. famílias de dependentes respeitam a lei do silêncio imposta pelos criminosos.
    A maconha saiu de moda. Território do Sertão pernambucano conhecido nacionalmente pela produção e pelo comércio da erva, o Polígono da Maconha vive agora a era do crack. As pedras entram nas casas, destroçam famílias e encaminham jovens para unidades de tratamento de doentes mentais. Em Salgueiro, terra quente e seca a 518km do Recife, o crack substitui ou complementa o uso de álcool e de maconha, mas ainda é uma palavra proibida. As famílias dos usuários e os dependentes respeitam a lei do silêncio imposta pelos traficantes sertanejos. Temem também uma morte social, causada pelos olhares enviesados dos vizinhos, carregados de julgamento.
    Fenômeno semelhante ocorre em outros municípios mais movimentados do polígono, como Serra Talhada e Floresta.
    Na geometria da região, Salgueiro sempre se destacou pela localização estratégica para o tráfico. Faz divisa com nove municípios, um deles Pena Forte, no Ceará, e ainda é caminho para o Piauí. Por conta disso, é a única cidade do sertão que tem uma unidade da Polícia Federal.
    A situação também justificou a instalação no município da sede da Operação Mandacaru, entre 27 de novembro de 1999 e 18 de janeiro de 2000. A ação visava principalmente ao combate ao plantio e ao tráfico de maconha. O tempo tratou das mudanças e hoje já se houve falar que Salgueiro é a capital do crack no Sertão. “O consumo de crack está igual ao de maconha por aqui. E atingiu todas as classes sociais”, alerta a delegada municipal de Salgueiro, Antônia Erandy.
    Marcos* tem 28 anos. Toma dois tipos de remédios controlados. Explica que um é para dormir e outro é para ficar calmo. Não sabe ao certo quantos dias passou internado em um dos leitos psiquiátricos do Hospital Regional Inácio de Sá, em Salgueiro. No auge da dependência do crack, transformou-se. De jovem trabalhador, tentou matar a família de oito irmãos. Precisou ser amarrado. “Vi muita violência em casa. Peço a Deus todo dia para nunca mais ver o que vi. Meu filho ficou louco. Nunca tinha visto isso”, lembra a mãe de Marcos. Agora ele tenta reconstruir a vida, mesmo sob a ameaça constante da fissura pela droga. “Passei seis meses usando. Tremia todo, via as pessoas em cima de mim. Tenho muito amigo que quer sair da droga e não consegue. Tem que se internar se quiser ficar curado.”
    Marcos é parte de um drama que no Sertão pernambucano é ainda mais difícil de ser enfrentado: em Salgueiro, município de quase 56 mil habitantes, por exemplo, falta estrutura de tratamento específico para dependentes. Na região, os usuários só podem contar, em momentos de crise, com o Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) Rasga Tristeza, que é específico para pessoas acima de 18 anos com transtornos mentais. Além disso, há cinco leitos psiquiátricos no hospital regional.
    O serviço é considerado mínimo por especialistas. “Há cinco anos, o número de pacientes viciados em crack que nos procurava era praticamente nulo. De dois anos para cá, a frequência aumentou muito”, avisa o médico Fábio Oliveira, que atende nas duas unidades. Apesar da certeza de que os casos se multiplicam, a subnotificação ainda é alta nos Postos de Saúde da Família (PSF). “O preconceito é grande e os usuários não revelam o uso por preconceito ou medo dos traficantes”, comenta Claudilene Novaes, coordenadora do Caps.
    Hoje, a população conta com o próprio esforço e sorte na luta contra o crack. A mão no peito resume o tamanho da dor de Neide*, mãe de um adolescente de 14 anos dependente da droga. Ela diz que tem vergonha de falar sobre o problema do filho e chora. “É muito triste ver um filho assim e não poder fazer nada. Ele fica deitado em uma rede, drogado, parece que tá doente. Tem muita mãe nessa situação em Salgueiro”, relata, entre lágrimas.

    Nomes fictícios
     
    Fonte:Correio Braziliense/UNIAD - Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas

    DROGAS - DRUNKOREXIA O QUE É?

    04 Dezembro 2009

    Drunkorexia ou alcoorexia. Esses são os nomes do drama enfrentado pela personagem Renata, interpretada pela atriz Bárbara Paz, na novela Viver a Vida (Globo).
    Trata-se de um transtorno misto, que envolve sintomas tanto da anorexia como do alcoolismo, mas que não se encaixa por completo na definição de nenhuma destas duas doenças. De acordo com um levantamento feito pelo Center for Motivation and Change, clínica de reabilitação dos Estados Unidos, cerca de 30% das mulheres alcoólatras também apresentam algum sintoma de anorexia. O público feminino é o principal alvo da doença.
    "A paciente com este quadro clínico deixa de comer para não engordar e consome bebidas alcoólicas para se sentir livre e se mostrar independente perante seu grupo", explica o psiquiatra Marcelo Niel, colaborador do Programa de Orientação e
    Atendimento a Dependentes da Unifesp. "Uma pessoa anoréxica tem problemas de aceitação com a própria imagem, mas isso fica só com ela; é uma doença silenciosa. Enquanto uma pessoa com drunkorexia
    (alcoólatra ou que abusa do álcool), em seu estado de embriaguez, pode cair, se machucar, ficar agressiva, como acontece com a personagem da novela", continua Marcelo.

    Anorexia x drunkorexia
    É comum tratar a drunkorexia como uma nova versão da anorexia , mas essa concepção é equivocada, podendo comprometer o tratamento. Embora sejam muito parecidas, estas duas doenças se distinguem por sua motivação: na anorexia, o dilema enfrentado pela paciente é a obsessão por emagrecer.
    "A percepção de seu corpo se altera e tudo é feito para perder peso", diz Marcelo.
    Quando o quadro é a drunkorexia, observa-se uma relação com o peso, mas a motivação principal é o prazer que o álcool proporciona. "Também existe a preocupação em passar uma imagem de independência", explica o psiquiatra, diz ele.

    Sintomas da anorexia - Obsessão em perder peso
    - Não se alimentar e beber muita água para saciar a fome
    - Alterações emocionais
    - Depressão
    - Distorção da própria imagem
    - Demora em perceber e admitir o problema
    - Provoca vômitos para emagrecer

    Perfil das pacientes: homens e mulheres, entre 25 e 35 anos. "Geralmente foram gordinhos na infância ou adolescência mas, após terem feito uma dieta incorreta, realizada por conta própria, perderam peso e desenvolveram o transtorno", explica Marcelo.

    Drunkorexia
    - Não quer ganhar peso
    - Não se alimenta e ingere bebida alcoólica para saciar a fome, já que ele é um inibidor de apetite, mas recorre à bebida, principalmente para saborear a sensação de liberdade nas baladas e em encontros com os amigos.
    - Também pode ter motivações emocionais, como ocorre na anorexia, mas o foco não é canalizar isso na forma física, e sim na bebida e no prazer que ela proporciona. Pode haver, ou não, dependência do álcool.
    - Depressão
    - Não há distorção da própria imagem
    - A descoberta da doença é mais rápida, afinal, a exposição é muito maior, em função da embriaguez que o álcool provoca - Provocar vômitos para poder beber mais
    Perfil das pacientes: mulheres, entre 25 e 35 anos. "Não tiveram problemas com peso antes e não têm obsessão por isso, querem se sentir independentes", continua o psiquiatra.
    As mulheres, principalmente na faixa entre 25 e 35 anos de idade, ingerem doses excessivas de álcool para driblar a fome e amenizar as dores no estômago, substituindo refeições por bebidas e enviando estímulos falsos ao aparelho digestivo.
    A combinação álcool e anorexia pode ser fatal, já que seus efeitos são extremamente nocivos ao organismo. Doses elevadas de bebidas aliadas a não ingestão de alimentos pode levar, em pouco tempo, a um quadro de intoxicação grave e provocar coma alcoólico.
    Além de consequências imediatas, há também efeitos em longo prazo. O organismo feminino não absorve o álcool da mesma maneira que o masculino, tornando-o ainda mais suscetível ao alcoolismo e outras doenças, como a cirrose.

    Dependência x Abuso do uso do álcool
    "A dependência (alcoolismo) se caracteriza pelo consumo exagerado, compulsivo e descontrolado de bebidas alcoólicas. Além dos danos à saúde, a doença compromete o desempenho no trabalho e altera o convívio social e familiar. Já o abuso, é marcado pelo consumo de doses excessivas, mal-estar, mas não altera de maneira contínua a vida social da pessoa e a dificuldade de romper com o problema", explica Marcelo Niel.
    Males desencadeados pela drunkorexia
    - Desmaio por hipoglicemia
    - Problemas estomacais
    - Dependência
    - Quedas e fraturas

    Fonte: Minha Vida.

    OS PROFICIONAIS E A COCAÍNA

    27 Novembro 2009

    Alerta é de médicos envolvidos no tratamento de profissionais que abusam das drogas.


    O uso de cocaína continua sendo algo comum entre os trabalhadores da City de Londres, apesar da alta do desemprego e da redução dos salários após o encolhimento do crédito. O alerta é de médicos envolvidos no tratamento de profissionais que abusam das drogas.
    Neil Brenner, diretor-médico do hospital psiquiátrico de Priory, em Londres, disse ao "Financial Times" que o número de funcionários de bancos que estão recorrendo a ele em busca de tratamento aumentou significativamente nos últimos três anos. Isso está acontecendo mesmo quando se leva em conta a grande queda na renda desses profissionais registrada depois do estouro da crise financeira em 2008. "Esse é um problema real da City", diz Brenner.
    Dr. Brenner disse a membros do Parlamento britânico que fazem parte do comitê de assuntos domésticos, que os profissionais do setor de serviços financeiros têm uma probabilidade maior de ter problemas com a cocaína do que os de outros segmentos da sociedade. "Eles frequentemente trabalham sob grande pressão e sempre começam a usar a droga não como um sistema de recompensa, e sim como uma maneira de continuar seguindo em frente", afirmou.
    Números recentes do Ministério do Interior mostram que os britânicos são os maiores consumidores do cocaína da Europa. Segundo os dados, 1 milhão de pessoas usaram a droga no último ano. Cerca de 12.000 pessoas estão recebendo tratamento contra o uso da cocaína em pó.
    O problema da cocaína, segundo Dr. Brenner afeta todos os escalões da indústria de serviços financeiros "do presidente ao officeboy". Nick Barton, diretor-presidente da Action on Addiction, instituição sem fins lucrativos que administra centros de tratamento de viciados, concorda que não vem registrando "nenhum tipo de queda" no número de usuários de cocaína na City de Londres . "Esse problema persiste", acrescenta ele.
    A crise financeira pode ter aumentado as pressões sobre os funcionários dos bancos, o que os levou a usar a droga com a intenção de aumentar a produtividade, diz Barton. "Se as pessoas precisam trabalhar muito, a cocaína pode se tornar uma ferramenta que ajuda a realizar mais tarefas". Mas especialistas em medicina também afirmam que o abuso de álcool continua sendo um problema muito maior entre as profissões do que qualquer outra substância.


    Fonte: UNIAD - Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas - Valor Econômico

    ATÉ O TRÁFICO REJEITA O CRACK

    Traficantes começam a resistir à venda da droga devastadora no Rio Grande do Sul.


    Temendo perder espaço no mercado das drogas, traficantes gaúchos até então dedicados à venda exclusiva de crack voltaram a oferecer cocaína em suas bocas de fumo. Para especialistas e autoridades policiais, o movimento pode ser entendido como um recuo estratégico, pois a pedra começa a se tornar um negócio ruim até para quem a vende. É o primeiro revés do crack no Estado. Pequeno, mas simbólico.
    Mas por que os traficantes estariam investindo novamente na venda de uma droga cara e com público restrito? E o que leva médicos, policiais e sociólogos a acreditarem que o retorno do pó representa uma desventura para a pedra maldita?
    Visível a partir do aumento abrupto de apreensões de cocaína no Estado em junho deste ano, o fenômeno pode ser reflexo da deterioração da relação entre traficantes e comunidade. Indignados com a perturbação causada pelo crack na periferia, moradores estão ajudando a polícia a fechar bocas. Por trás da diversificação dos negócios pode estar o desejo dos criminosos de diminuir sua dependência econômica dos craqueiros, que tanto incomodam.

    – De olho no ganho imediato, traficantes liberaram o crack no passado. Agora, dependem financeiramente dele, apesar dos problemas que causa. O que pode estar ocorrendo aí no Sul é uma tentativa de quebrar essa corrente – avalia o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e psiquiatra Jairo Werner, que estuda as drogas nos morros cariocas.
    A quantidade de cocaína encontrada com criminosos cresceu entre maio e junho – sendo superior a quatro vezes a média dos primeiros cinco meses de 2009.
    Cocaína voltou a ser ofertada
    Conforme dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), em julho, agosto e setembro as apreensões seguiram em alta. A quantidade de cocaína apreendida em 2009 já é semelhante à de crack, algo que não aconteceu nos anos anteriores.

    – É comum encontrar petecas de cocaína em pontos de tráfico, mas os números revelam que a quantidade está aumentando – afirma o subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Jones Calixtrato.
    Para o diretor do Departamento Estadual do Narcotráfico (Denarc), delegado João Bancolini, alguns traficantes estão oferecendo cocaína aos novos clientes.

    – O crack parece estar ali para atender quem já é usuário – ressalta o delegado.
    A opção pela cocaína pode ser reflexo da repulsa de usuários de drogas mais leves ao crack, destrutivo e que vicia na primeira dose. Campanhas educativas teriam contribuído para essa rejeição.

    – Notamos que traficantes no entorno de escolas voltaram a ofertar cocaína, talvez porque a imagem do usuário de crack seja de chinelo ou doente – diz Bancolini.
    O retorno com força da cocaína nas bocas de fumo gaúchas, no entanto, não pode ser encarado como uma vitória sobre o crack. A versão em pó da cocaína é prejudicial à saúde, assim como as pedras fumadas em cachimbos improvisados.

    – O crack é devastador, mas a cocaína causa danos à saúde e leva à degradação social a prazo mais longo – explica o psiquiatra Sergio de Paula Ramos, do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Estudos sobre o Álcool e outras Drogas.
    Para o especialista, a tendência não deve ser comemorada, mas é um fenômeno que pode indicar que as campanhas educacionais estão dando resultado. Na sua visão, uma premissa elementar da economia de mercado – a lei da oferta e da procura – pode estar regendo o movimento dos traficantes.

    – As campanhas na imprensa contra o crack permitiram aos jovens conhecer claramente os efeitos da pedra. Alguns ficam com medo – descreve.
    O diretor-geral do Hospital Psiquiátrico São Pedro, Luiz Carlos Coronel, explica que a cocaína é danosa ao sistema cardiorrespiratório, além de destruir a mucosa e cartilagem do nariz. Não raro, leva à morte.

    – A diferença é que o usuário de cocaína consegue levar uma vida aparentemente normal por mais tempo. Quem fuma crack logo para no hospital ou na delegacia. A vida social acaba, e a morte passa a ser uma questão de curto prazo – avalia.

     
    Autor:Francisco Amorim, Zero Hora
    Fonte:UNIAD - Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas

    OS EFEITOS DO CRACK NO ORGANISMO DO USUÁRIO

    05 Novembro 2009

    Uma droga de rápida absorção, prazer efêmero e devastadora para o organismo. Forma menos pura da cocaína, o crack causa danos ainda maiores ao corpo humano pela velocidade e potência com que seus componentes chegam ao pulmão e ao cérebro. Hipertensão, problemas cardíacos, acidente vascular cerebral (AVC) e enfisema são alguns dos efeitos do seu consumo. Apesar de todos esses males, a violência e o vírus HIV ainda são apontados como as principais causas de morte dos usuários de crack.
    O psiquiatra Fernando Madalena Volpe - que fez um estudo sobre a relação entre a vasculite cerebral e o uso de cocaína e crack - explica que o crack provoca uma má circulação aguda, o que deixa os usuários mais suscetíveis a problemas que podem acometer órgãos nobres, como o cérebro e o coração. Ele ressalta, no entanto, que o risco de o usuário ter tais disfunções ocorre independentemente da dose consumida:
    "No senso comum, diz-se que todo mundo que morre após consumir drogas foi por overdose, o que transmite a mensagem de que apenas se usar demais é que se pode morrer por causa da droga. Isto é um mito, pois mesmo com doses usuais, um indivíduo pode sofrer infartos cerebrais ou cardíacos. Até mesmo na primeira cheirada ou pipada.", Conta.
    Segundo Volpe, o AVC pode acontecer até mesmo depois de o usuário ter parado de usar a droga por um tempo, pois ele pode ter desenvolvido uma inflamação crônica das pequenas artérias, chamada de vasculite.
    O pulmão é outro órgão seriamente atingido pelas substâncias do crack. O psiquiatra Jairo Werner, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e coordenador do Grupo Transdisciplinar de Estudo e Tratamento de Alcoolismo e outras Dependências da Universidade Federal Fluminense (UFF), explica que a fumaça do crack gera lesões nos pulmões que causam problemas respiratórios agudos, tosse e dores no peito:
    "Tive um paciente que, com 15 anos, já tinha enfisema pulmar. Como o crack é fumado, provoca muitas alterações no pulmão, e em seis meses de uso, já pode ter o enfisema", afirmou Jairo Werner.
    De acordo com o psiquiatra e presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), Carlos Salgado, uma vez aquecida, a pedra de crack facilmente libera o principio ativo da droga. O usuário então aspira uma pequena quantidade de fumaça quente, que chega aos pulmões em alta temperatura.
    "O usuário queima a boca, os dedos, as vias aéreas e o pulmão. Em alguns casos, chegam a ser feitas feridas, úlceras junto ao lábio pela alta temperatura do cachimbo ou da latinha", explica Salgado.
    Violência é a principal causa de morte entre usuários de crack
    O emagrecimento repentino também é um dos efeitos do crack porque o organismo passa a funcionar em função da droga, e o dependente mal come ou dorme. Assim, os casos de desnutrição são comuns. Werner relata que já teve pacientes que perderam entre dez a 30 quilos em uma semana:
    "A pessoa fica virada e só para por exaustão. O uso do crack altera o centro da fome: há uma hiperdosagem de neurotransmissores, e a pessoa não sente necessidade de outras coisas. ", Comenta.
    Apesar do efeito devastador que o crack causa no organismo, a violência ainda é a principal causa de morte entre os usuários da droga. Uma pesquisa realizada na década de 90 com pacientes que se internaram em um serviço de desintoxicação, em São Paulo, mostrou que, após cinco anos, 56,6% das mortes por crack foram homicídios. O segundo maior fator foi o vírus HIV, que causou 26,1% dos óbitos. Menos de 10% dos pacientes morreram de overdose.
    "A morte por violência é a mais comum. Mas, é preciso que o Sistema Único de Saúde (SUS) passe a fazer exames toxicológicos para que os números reais apareçam e possam gerar estudos. Nos prontos-socorros, você não sabe porque a pessoa está tendo um AVC. Não tem protocolo para se identificar o usuário de droga", ressalta Werner.
    Embora uma overdose ou o uso contínuo de crack não necessariamente mate, pode deixar sequelas que vão desde problemas neurológicos, cefaleias, alterações na marcha e até distúrbios na fala.
    "É preciso que a rede de saúde se programe para ter tratamento não só para a dependência, mas para as sequelas" afirma Werner.


    UNIAD Fonte:Redação Portal Universo

    CRACK, TERROR E HISTÓRIA

    29 Outubro 2009

    Esta droga nasceu em Nova York – USA nos anos 80, exatamente entre os de baixa renda em seus guetos, e foi um resultado do "sem querer".
    Buscavam uma simples mistura e não a invenção de uma nova droga.
    O seu nome vem do barulho que causa, ou seja, o som do uso ou quebra de pedras.
    Dependendo de quem a experimenta, o “crack” leva o seu usuário a uma dependência imediata ou levando algumas semanas.
    Os seus efeitos são mais rápidos e mais intensos do que a cocaína, mas de efeito menor, exigindo de seu dependente algo quase constante.
    O seu uso exige um cachimbo, improvisado ou não, e água bem quente.
    O maior atrativo é o preço, bem mais acessivo do que as demais drogas.
    Alguém chegou a dizer que o único benefício que o “crack” trouxe foi quase acabar com o uso da cocaína injetável e seus óbvios malefícios.
    O resultado deste vício no usuário (não se conta aqui o efeito periférico) é hipertensão, taquicardia, acidentes cárdio-vasculares, perda absurda de neuronios, degeneração de músculos, aminésia parcial ou total, paranóias e pensamentos suicidas.
    O usuário do “crack” além dos descuidos higiênicos , pode ser tornar agressivo principalmente com quem ele ama (?) e com certeza o ama, agredindo e até mesmo matando.
    Mas o “crack” que pode ser fumado com maconha e tabaco (droga autorizada), tem uma certidão de nascimento, que começa a ser escrita nas selvas da Colombia, Perú, Venezuela e Bolivia; países onde o cultivo da coca é permitido.
    Financeiramente, alguns destes dependem e muito da venda legal e ilegal da coca.
    O “crack” começa a nascer assim: folhas da coca são misturadas com cal e um solvente, normalmente, querosene, e aí as substancias se separam.
    Depois um ácido é adicionado formando os sais.
    A este entra soda caustica, quando acontece uma mudança química importante vazando sólidos, que após a secagem surge a pasta de cocaína.
    Nesta são adicionados éter, ácido sulfúrico, acido clorídrico e permaganato de potássio.
    Após esta elaboração, surge a cocaína (outrora drogas dos ricos), chamada de pura e quase sempre de cor rosa.
    Quando esta chega nas mãos de seus usuários, pode ter sofrido outras misturas, com talco, bicabornato, pó de mármore, fezes de pássaros, ou qualquer substancia branca em pó.
    E o “crack” (drogas dos pobres)?
    Pega-se a cocaína (não da pura), mistura-se o bicabornato e após uma intensa fervura, achamos pedras de vários tamanhos.

    Tire esta pedra do seu caminho!

    Vital.

    DROGAS E VIOLÊNCIA

    22 Outubro 2009

    De acordo com a pesquisa, as drogas que podem ser adquiridas no comércio legal, como cola de sapateiro e solvente, ainda são usadas pelos jovens nas ruas. Mas o estudo mostra também que, além da maconha, o consumo de cocaína, zirrê (cigarro de maconha mesclada a cocaína) e crack aumentou na área pesquisada.
    Por causa da variedade de drogas de grande impacto na dependência química, os pesquisadores perceberam que o cotidiano das ruas está mais violento.
    — A rua está mais violenta até para os menores que vão para as ruas com parentes, para vender algo — disse o pesquisador Dario Sousa e Silva.
    O estudo mostra que, apesar de estar nas ruas, a maioria das crianças e dos adolescentes não perdeu totalmente o contato com a família: 63% dos entrevistados visitam os parentes e 33,5% os encontram diariamente.
    Segundo Dario, a referência familiar tem aspectos positivos e negativos: — A referência familiar aponta tanto para uma possibilidade de exploração pela família, quanto para o fato de que eles têm um teto — disse.
    Maria Cristina Sá, que há 25 anos fundou a Pastoral do Menor, diz que o resultado da pesquisa vai ajudar as ONGs a enfrentarem de uma forma diferente a questão dos jovens que vivem nas ruas: — Há um olhar distorcido sobre esse jovem. Por isso, esse estudo foi elaborado por educadores que trabalham com eles.
    Não é com choques de truculência que vamos mudar a situação.
    É com choque de educação — disse Maria Cristina.
    De acordo com Dario, ações repressivas do poder público têm gerado uma mudança no cotidiano das ruas. Adultos, crianças e adolescentes têm maior mobilidade e é comum vê-los transportando seus pertences em carrinhos. Ao menor sinal de agentes públicos, eles se deslocam: — As ações não reduzem o número de pessoas nas ruas, mas aumenta sua circulação.
    Parte dos jovens está nas ruas há mais de dez anos O pesquisador acrescenta que, além do essencial direito à vida, todo jovem tem o direito de desejar. Segundo ele, o estudo mostra que os adolescentes têm a intenção de trocar a rotina das ruas por condições mais dignas.
    De acordo com a pesquisa, cerca de 30% dos entrevistados estão nas ruas há quatro anos ou mais. Mas há jovens (4%) há mais de dez anos vivendo nesse ambiente. Segundo 30,6% dos consultados, o motivo para estar na rua é ganhar dinheiro.
    Mas 20,2% alegaram "revolta", embora não tenham especificado qual o tipo. Maus-tratos foram a resposta de 16,8% dos jovens.
    Segundo o estudo, para sobreviver, 45,7% dos entrevistados disseram que pedem dinheiro; 38,2% trabalham e 13,9% admitiram que roubam

    Autor: Editoria Rio
    OBID Fonte: O Globo

    A FAMÍLIA EM PRIMEIRO LUGAR

    18 Outubro 2009


    O administrador Stephen Kanitz, colunista da revista Veja, escreveu em edição de fevereiro de 2002 mais ou menos o seguinte:
    Há vinte anos presenciei uma cena que modificou radicalmente minha vida. Foi num almoço com um empresário respeitado e bem mais velho que eu.
    O encontro foi na própria empresa. Ele não tinha tempo para almoçar com a família em casa, nem com os amigos num restaurante. Os amigos tinham de ir até ele.
    Seus olhos estavam estranhos. Achei até que vi uma lágrima no olho esquerdo. "Bobagem minha", pensei. Homens não choram, especialmente na frente dos outros.
    Mas, durante a sobremesa, ele começou a chorar copiosamente. Fiquei imaginando o que eu poderia ter dito de errado. Supus que ele tivesse se lembrado dos impostos pagos no dia.
    "Minha filha vai se casar amanhã", disse sem jeito, "e só agora a ficha caiu. Percebo que mal a conheci.
    Conheço tudo sobre meu negócio, mal conheço minha própria filha. Dediquei todo o tempo à minha empresa e me esqueci de me dedicar à família."
    Voltei para casa arrasado. Por meses, me lembrava dessa cena e sonhava com ela. Prometi a mim mesmo e a minha esposa que nunca aceitaria seguir uma carreira assim.
    Colocar a família em primeiro lugar não é uma proposição tão aceita por aí. Normalmente, a grande discussão é como conciliar família e trabalho. Será que dá?
    O cinema americano vive mostrando o clichê do executivo atarefado que não consegue chegar a tempo para a peça de teatro da filha ou ao campeonato mirim de seu filho.
    Ele se atrasou justamente porque tentou conciliar trabalho e família. Só que surgiu um imprevisto de última hora, e a cena termina com o pai contando uma mentira ou dando uma desculpa esfarrapada.
    Se tivesse colocado a família em primeiro lugar, esse executivo teria chegado a tempo. Teria levado pessoalmente a criança ao evento.
    Teria dado a ela o suporte psicológico necessário nos momentos de angústia que antecedem um teatro ou um jogo.
    A questão é justamente essa. Se você, como eu e a grande maioria das pessoas, tem de conciliar família com amigos, trabalho, carreira ou política, é imprescindível determinar quem você coloca em primeiro lugar.
    Colocar a família em primeiro lugar tem um custo com o qual nem todos podem arcar. Implica menos dinheiro, fama e projeção social.
    Muitos de seus amigos poderão ficar ricos, mais famosos que você e um dia olhá-lo com desdém. Nessas horas, o consolo é lembrar um velho ditado que define bem por que priorizar a família vale a pena:
    "Nenhum sucesso na vida compensa um fracasso no lar."
    Qual o verdadeiro sucesso de ter um filho drogado por falta de atenção, carinho e tempo para ouvi-lo no dia-a-dia?
    De que adianta ser um executivo bem-sucedido e depois chorar durante a sobremesa porque não conheceu sequer a própria filha?
    O lar constitui o cadinho redentor das almas. Merece nosso investimento em recursos de afeto, compreensão e boa vontade, a fim de dilatar os laços da estima.
    Os que compõem o lar são os marcos vivos das primeiras grandes responsabilidades do Espírito encarnado.
    Assim, acima de todas as contingências de cada dia, compete-nos ser o cônjuge generoso e o melhor pai, o filho dedicado e o companheiro benevolente.
    Afinal, na família consangüínea, temos o teste permanente de nossas relações com toda a Humanidade.
    Anônimo

    O VELHO PROBLEMA DAS DROGAS

    27 Setembro 2009

    Por que, Papai?

    A estação de trem estava bem movimentada naquela manhã cinzenta, na cidade de salvador.
    A chuva caía, insistente e fria, e as pessoas indo e vindo, apressadas, nem percebiam o doloroso drama que ali se desenrolava.
    Afinal, cada criatura se detinha nas suas próprias preocupações, sem tempo para olhar ao redor.
    Mas, para as frágeis forças do pequeno Fábio, o sofrimento se fazia quase insuportável.
    Ele estava diante do seu ídolo, do seu herói, do seu protetor, para dizer aDeus...
    Seu pai o estava abandonando... E ele, no auge dos seus cinco anos de idade, não conseguia entender o porquê, nem a necessidade daquela separação que lhe fora imposta.
    Sabia que a providência tinha sido tomada por sua mãe, mas não compreendia a razão que o forçaria a viver longe do seu amado pai.
    O trem iria partir em breve. A mãe o apressava. Mas seus pequenos braços se esforçavam para reter o pai, num abraço demorado...
    Eu o amo, papai! Dizia baixinho, entre soluços. Não entendo por que, papai...
    Por que tenho que me separar de você a quem tanto amo?
    O pai permanecia calado. Afinal, não tinha uma resposta convincente para aliviar a dor daquela separação.
    Sua amargura não se pode mensurar, pois estava perdendo seu filho por causa do álcool.
    Ele era alcoólatra, e a mãe desejava preservar o filho da convivência infeliz, para oferecer a ele um futuro digno.
    É bem possível que o pai tenha sentido a amargura daquele momento, mas sua vontade não era bastante firme para renunciar ao vício... Preferiu renunciar ao filho, a quem dizia amar.
    Aquela triste experiência abalou profundamente o coração do pequeno Fábio.
    Aquele dia deixou marcas indeléveis em sua alma infantil. As gotas de chuva, que se confundiam com suas lágrimas quentes, foram testemunhas silenciosas do seu drama de menino.
    O trem partiu... O pai ficou na plataforma, observando o filho desaparecer ao longe...
    O tempo passou... Hoje Fábio já conta com mais de vinte e cinco primaveras, mas em sua retina ainda ecoa o ruído de seu coração aflito daquela manhã chuvosa de despedida e dor.
    Seu pai ainda não largou o vício. E Fábio, mesmo não sendo mais um garotinho, ainda sente que cada gole que o pai ingere é como se desferisse uma punhalada em seu peito sensível.
    A história é verdadeira e, infelizmente, não é um caso isolado.
    Há muitos filhos de pais alcoólatras amargando a triste sina de presenciar ou de sofrer a violência por parte daquele que assumiu a responsabilidade de proteger e educar.
    Indefesas, essas crianças têm que se submeter a todo tipo de constrangimento provocado no lar por pais desequilibrados sob o vício do álcool.
    Outras tantas, embora permaneçam debaixo do mesmo teto, amargam a indiferença que aniquila e mata a esperança.
    E quantas crianças que, como nosso pequeno Fábio, tiveram que se distanciar de pais aos quais amavam e de quem desejavam proteção?
    Importante que se pense com seriedade a esse respeito.
    Importante, ainda, que o pai ou a mãe consciente possa preservar os filhos dessas tragédias conseqüentes do alcoolismo.
    Pense nisso!
    As lesões causadas nos corações infantis são de difícil cura.
    Quantos dramas, quantas fobias, quantos desequilíbrios podem surgir de uma lesão afetiva provocada na infância, e seguir o indivíduo por toda uma existência!
    Por essa razão, vale a pena tratar essa questão com muito carinho e atenção.
    Anónimo.