O VELHO PROBLEMA DAS DROGAS

27 Setembro 2009

Por que, Papai?

A estação de trem estava bem movimentada naquela manhã cinzenta, na cidade de salvador.
A chuva caía, insistente e fria, e as pessoas indo e vindo, apressadas, nem percebiam o doloroso drama que ali se desenrolava.
Afinal, cada criatura se detinha nas suas próprias preocupações, sem tempo para olhar ao redor.
Mas, para as frágeis forças do pequeno Fábio, o sofrimento se fazia quase insuportável.
Ele estava diante do seu ídolo, do seu herói, do seu protetor, para dizer aDeus...
Seu pai o estava abandonando... E ele, no auge dos seus cinco anos de idade, não conseguia entender o porquê, nem a necessidade daquela separação que lhe fora imposta.
Sabia que a providência tinha sido tomada por sua mãe, mas não compreendia a razão que o forçaria a viver longe do seu amado pai.
O trem iria partir em breve. A mãe o apressava. Mas seus pequenos braços se esforçavam para reter o pai, num abraço demorado...
Eu o amo, papai! Dizia baixinho, entre soluços. Não entendo por que, papai...
Por que tenho que me separar de você a quem tanto amo?
O pai permanecia calado. Afinal, não tinha uma resposta convincente para aliviar a dor daquela separação.
Sua amargura não se pode mensurar, pois estava perdendo seu filho por causa do álcool.
Ele era alcoólatra, e a mãe desejava preservar o filho da convivência infeliz, para oferecer a ele um futuro digno.
É bem possível que o pai tenha sentido a amargura daquele momento, mas sua vontade não era bastante firme para renunciar ao vício... Preferiu renunciar ao filho, a quem dizia amar.
Aquela triste experiência abalou profundamente o coração do pequeno Fábio.
Aquele dia deixou marcas indeléveis em sua alma infantil. As gotas de chuva, que se confundiam com suas lágrimas quentes, foram testemunhas silenciosas do seu drama de menino.
O trem partiu... O pai ficou na plataforma, observando o filho desaparecer ao longe...
O tempo passou... Hoje Fábio já conta com mais de vinte e cinco primaveras, mas em sua retina ainda ecoa o ruído de seu coração aflito daquela manhã chuvosa de despedida e dor.
Seu pai ainda não largou o vício. E Fábio, mesmo não sendo mais um garotinho, ainda sente que cada gole que o pai ingere é como se desferisse uma punhalada em seu peito sensível.
A história é verdadeira e, infelizmente, não é um caso isolado.
Há muitos filhos de pais alcoólatras amargando a triste sina de presenciar ou de sofrer a violência por parte daquele que assumiu a responsabilidade de proteger e educar.
Indefesas, essas crianças têm que se submeter a todo tipo de constrangimento provocado no lar por pais desequilibrados sob o vício do álcool.
Outras tantas, embora permaneçam debaixo do mesmo teto, amargam a indiferença que aniquila e mata a esperança.
E quantas crianças que, como nosso pequeno Fábio, tiveram que se distanciar de pais aos quais amavam e de quem desejavam proteção?
Importante que se pense com seriedade a esse respeito.
Importante, ainda, que o pai ou a mãe consciente possa preservar os filhos dessas tragédias conseqüentes do alcoolismo.
Pense nisso!
As lesões causadas nos corações infantis são de difícil cura.
Quantos dramas, quantas fobias, quantos desequilíbrios podem surgir de uma lesão afetiva provocada na infância, e seguir o indivíduo por toda uma existência!
Por essa razão, vale a pena tratar essa questão com muito carinho e atenção.
Anónimo.

DEZ VERDADES PARA SE CRER NAS DOUTRINAS DA GRAÇA

25 Setembro 2009

Estes dez efeitos são um testemunho pessoal a respeito de crer nas Doutrinas da Graça, que podem ser resumidos através dos cinco pontos do calvinismo. Acabei de ministrar um seminário sobre este assunto. Os alunos me pediram que escrevesse um artigo sobre estas reflexões, ao qual eles teriam acesso. Sinto-me feliz por fazer isso. Na verdade, eles conhecem o conteúdo do curso, que está acessível no site do ministério Desiring God. Contudo, escreverei na esperança de que este testemunho estimule outros a examinarem, como os bereianos, se a Bíblia ensina o que chamo de “Calvinismo”.


1. As Doutrinas da Graça enchem-me de temor a Deus e levam-me à verdadeira adoração profunda centrada em Deus.
Recordo a época em que vi, pela primeira vez, enquanto ensinava Efésios no Bethel College, no final dos anos 1970, a afirmação concernente ao alvo de toda a obra de Deus — ou seja: “Para louvor da glória de sua graça” (Ef 1.6, 12, 14).
Isso me fez perceber que não podemos enriquecer a Deus e que, por essa razão, sua glória resplandece mais esplendidamente não quando tentamos satisfazer as necessidades dEle, e sim quando nos satisfazemos nEle como a essência de nossas obras. “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente” (Rm 11.36). A adoração se torna um fim em si mesmo.
Isso me faz sentir quão insignificantes e inadequadas são as minhas afeições, de modo que os salmos de anseios se mostram vívidos e tornam a adoração intensa.


2. Estas verdades protegem-me de vulgarizar as coisas divinas.
Um dos caminhos de nossa cultura é a banalidade, a esperteza, a sagacidade. A televisão é o principal mantenedor de nosso desejo compulsivo por superficialidade e trivialidade.
Deus é incluído entre essas coisas. Por isso, existe hoje a vulgarização das coisas espirituais. Seriedade não está em excesso nestes dias. Foi abundante no passado. Sim, há desequilíbrios em certas pessoas que parecem não ser capazes de relaxar e falar sobre o clima.
Robertson Nicole disse a respeito de Spurgeon: “O evangelismo agradável [podemos dizer, o crescimento de igreja norteado por marketing] pode atrair multidões, mas lança a alma nas cinzas e destrói as próprias sementes do cristianismo. O Sr. Spurgeon tem sido reputado frequentemente, por aqueles que não conhecem seus sermões, como um pregador que utilizava humor. De fato, não havia nenhum outro pregador cujo tom era mais uniformemente sério, reverente e solene” (Citado em The Supremacy of God in Preaching, p. 57).


3. Estas verdades me fazem admirar a minha própria salvação.
Depois de descrever a grande salvação em Efésios, Paulo orou, na última parte daquele capítulo, para que o efeito daquela teologia fosse a iluminação do coração, a fim de que nos maravilhássemos com a nossa esperança, com as riquezas da glória de nossa herança em Deus e com o poder de Deus que opera em nós — ou seja, o poder que ressuscitou a Jesus dentre os mortos.
Todos os motivos de vanglória são removidos. Há muita alegria e gratidão.
A piedade de Jonathan Edwards começa a crescer. Quando Deus nos dá um vislumbre da sua majestade e de nossa impiedade, a vida cristã se torna uma coisa bem diferente da piedade convencional. Edwards descreveu isso, de maneira magnífica, quando disse:
Os desejos dos santos, embora zelosos, são humildes. Sua esperança é humilde; e sua alegria, ainda que indizível e cheia de glória, é humilde e contrita, deixando o cristão mais pobre de espírito, mais semelhante a uma criança e mais propenso a um comportamento modesto (Religious Affections, New Haven: Yale University Press, 1959, p. 339ss).


4. Estas verdades tornam-me alerta quanto aos substitutos centrados no homem que passam por boas-novas.
Em meu livro The Pleasures of God (2000), nas páginas 144 e 145, mostrei que, na Nova Inglaterra do século XVIII, o afastamento do ensino sobre a soberania de Deus levou ao arminianismo e, deste, ao universalismo e, deste, ao unitarismo. A mesma coisa aconteceu na Inglaterra do século XIX, depois de Spurgeon.
O livro Jonathan Edwards: A New Biography (Edinburgh: Banner of Truth, 1987, p. 454), escrito por Iain Murray, documenta a mesma coisa: “As convicções calvinistas empalideceram na América do Norte. No andamento do declínio que Edwards antecipara corretamente, aquelas igrejas congregacionais da Nova Inglaterra que tinham abraçado o arminianismo, depois do Grande Avivamento, moveram-se gradualmente ao unitarismo e ao universalismo, lideradas por Charles Chauncy”.
No livro Quest for Godliness (Wheaton, IL: Crossway Books, 1990, p. 160), escrito por J. I. Packer, você pode perceber como Richard Baxter abandonou estes ensinos e como as gerações seguintes tiveram uma colheita horrível na igreja de Baxter, em Kidderminster.
Estas doutrinas são uma proteção contra os ensinos centrados no homem que, sob muitas formas, corrompem gradualmente a igreja, tornando-a fraca em seu interior, enquanto parece forte e popular.
1 Timóteo 3.15 — “Para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade”.


5. Estas verdades fazem-me gemer diante da indescritível enfermidade de nossa cultura secular que milita contra Deus.
Não posso ler o jornal, assistir a uma propaganda na TV ou ver um outdoor sem o intenso pesar de que Deus está ausente.
Quando Ele, a principal realidade do universo, é tratado como se não existisse, tremo ao pensar na ira que está sendo acumulada. Fico chocado. Tantos cristãos estão sedados pela mesma droga que entorpece o mundo. Mas estes ensinos são um antídoto poderoso.
Oro por um despertamento e avivamento.
Esforço-me para pregar tendo em vista criar um povo tão impregnado de Deus, que O mostrará e falará sobre Ele onde quer que esteja, em todo o tempo.
Existimos para afirmar a realidade de Deus e a sua supremacia em toda a vida.


6. Estas verdades tornam-me confiante de que a obra planejada e começada por Deus chegará ao final — tanto no que diz respeito ao universo como ao indivíduo.
Este é o argumento de Romanos 8.28-39: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou. Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.


7. Estas verdades fazem com que eu veja todas as coisas à luz dos propósitos soberanos de Deus: dEle, por meio dEle e para Ele são todas as coisas; a Ele seja a glória para sempre e sempre.
Todas as coisas da vida se relacionam a Deus. Não há qualquer aspecto de nossa vida em que Ele não seja extremamente importante — Aquele que dá sentido a tudo (cf. 1 Co 10.31).
Ver os propósitos soberanos de Deus sendo desenvolvidos nas Escrituras e ouvir o apóstolo Paulo dizendo: Ele “faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Ef 1.11) faz-me perceber o mundo desta maneira.


8. Estas verdades enchem-me da esperança de que Deus tem vontade, direito e poder de responder as súplicas para que pessoas sejam mudadas.
A garantia da oração é que Deus pode irromper e mudar as coisas — incluindo o coração humano. Pode transformar a vontade. “Santificado seja o teu nome” significa faze as pessoas santificarem o teu nome. “Que a tua palavra se propague e seja glorificada” significa faze os corações abrirem-se para o evangelho.
Devemos tomar as promessas da nova aliança e rogar a Deus que sejam trazidas à realização em nossos filhos, vizinhos e todos os campos missionários do mundo.
“Ó Deus, remove deles o coração de pedra e dá-lhes um coração de carne” (Ez 11.19).
“Senhor, circuncida o coração deles para que Te amem” (Dt 30.6).
“Ó Pai, coloca dentro deles o teu Espírito e faze-os andar nos teus estatutos” (Ez 36.27).
“Senhor, concede-lhes arrependimento e conhecimento da verdade, para que fiquem livres das armadilhas do diabo” (2 Tm 2.25-26).
“Pai, abre-lhes o coração para crerem no evangelho” (At 16.14).


9. Estas verdades recordam-me que o evangelismo é absolutamente essencial para que as pessoas venham a Cristo e sejam salvas. Recordam-me também que há esperança de sucesso em levar as pessoas à fé e que, em última análise, a conversão não depende de mim, nem está limitada à insensibilidade do incrédulo.
Portanto, isso nos proporciona esperança na evangelização, especialmente em lugares difíceis e entre pessoas de coração empedernido.
“Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz” (Jo 10.16).
É a obra de Deus. Dedique-se a ela com resignação.


10. Estas verdades deixam-me convicto de que Deus triunfará no final.
“Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade” (Is 46.9-10).
Reunindo todas estas verdades: Deus recebe a glória, e nós, o gozo.


www.desiringgod.org
John Piper

VIROU BAGUNÇA – AGORA VALE TUDO

17 Setembro 2009

Não deixem de abrir o link e ler, para entender meus comentários: Noites de luta e reggae 'enchem igrejas evangélicas no Brasil', diz 'NYT' - Estadao.com.br
Quando li a notícia fiquei pensando nos dias em que eu era seminarista, evangelizando na cidade de Olinda, Pernambuco, em bairros famosos pelo alto índice de jovens e drogas. Eu costumava promover encontros com música "gospel" para reunir os jovens, realizar acampamentos e eventos onde sempre havia a pregação da Palavra e evangelização.
Mas, sempre nos deparávamos com um problema: onde arrebanhar os jovens que se "convertiam" nestes eventos? Eles estranhavam demais as igrejas tradicionais, para onde os enviávamos. E os membros destas igrejas também os estranhavam, pela maneira de se vestirem, tatuagens, brinquinhos, cabeludos... ficávamos diante de duas alternativas. A primeira, que nunca quisemos, de abrir uma igreja diferente para abrigar estes jovens. A segunda, que acabou não funcionando, que era convencer os pastores das igrejas tradicionais a se adaptarem ou criarem espaços em suas igrejas para receber estes jovens, uma espécie de ante-câmara preparativa para o ingresso nas igrejas.
Várias das igrejas históricas tradicionais, diante das rápidas e profundas mudanças culturais que estavam acontecendo na década de 80 e 90, preferiram ficar na zona de conforto cultural e se fecharam para um mínimo de abertura. Adaptações culturais poderiam ter sido feitas, para receber estas gerações, sem comprometer as doutrinas da graça, o culto a Deus, e o bom andamento destas igrejas.
Quando vejo hoje notícias como esta, que encabeça este post, percebo que criar novas igrejas fundadas em cima dos pressupostos, custumes e práticas de uma geração -- como por exemplo, o movimento das igrejas emergentes nos Estados Unidos e suas similares aqui no Brasil -- acaba levando a isto que estamos vendo, como a Renascer, tendo que promover sempre novidades, como luta livre, para atrair jovens e mantê-los na comunidade. Por outro lado, lamento que as igrejas tradicionais têm tido dificuldade em fazer adaptações mínimas que possam tornar mais fácil o ingresso desta geração em suas fileiras, como música contemporânea de boa qualidade e teologicamente sadia, liturgias centradas em Deus que ao mesmo tempo engagem o povo em adoração e reflexão, programações sociais e encontros atrantes e relevantes, com conteúdo e diversão, pontes para evangelização que nos coloquem em contato com esta geração e nos permitam levar-lhes de maneira relevante e significativa a mensagem sempre atual do Evangelho de Cristo.
Luta-livre em igrejas evangélicas como método de crescimento de igreja, embora nos choque, é a conclusão lógica da teologia pragmática que sustenta o movimento de crescimento de igrejas, que se pensava que estivesse defunto, mas eis que ressurge pelas pesadas portas abertas das igrejas emergentes. Nesta visão, vale tudo para encher igrejas. E aquelas que não estão dispostas a encher seus salões a qualquer preço, são vistas como retrógradas, sem o Espírito Santo, fechadas, etc.
Comentando o assunto com Solano, ele me escreveu o seguinte: "os jovens precisam também entender que conversão e teologia correta envolvem várias mudanças comportamentais, considerações pelos outros, abnegação – para não forçar os direitos ou estilos de vida sobre os outros. Ou seja, nem toda tradição é careta – muitas coisas têm razão de ser. Uma igreja que se estruture só para jovens ou para abrigar um determinado tipo de cultura, se tiver a teologia correta, cedo verificará a necessidade de estar ministrando a famílias, a ter departamentos infantis, presbíteros, diáconos, etc."
Existem igrejas que têm feito tentativas de acolher a presente geração sem contudo prejudicar o serviço aos mais velhos e sem comprometer a boa teologia, como a de Mark Driscoll, em Seattle, que preza uma teologia correta e prega arrependimento, inerrância da Palavra, céu e inferno, mediação de Cristo e a soberania de Deus; mas que desenvolve uma abordagem contemporânea e assim pode cumprir funções evangelísticas cruciais no Corpo de Cristo, em seu sentido mais amplo.
Todavia, à medida que igrejas como esta do Driscoll envelhecem, e os jovens de hoje começarem a constituir famílias, ter filhos e envelhecer, elas terão de se adaptar outra vez para não perder o rebanho. E lá virão as reuniões de casais, cursos sobre famílias, encontros da terceira idade, reuniões de senhoras, etc. É inevitável. Esta síndrome de Peter Pan destas igrejas cedo esbarrará na realidade inexorável do envelhecimento.
Lamento pelas duas coisas. Primeiro, pela baixaria a que determinados segmentos considerados "evangélicos" pela mídia chegou para encher templos. Segundo, pela aparente incapacidade de uma parte das igrejas históricas de se comunicarem de maneira mais relevante com a atual geração jovem e recebê-la em suas comunidades, sem jamais comprometer ou diluir a boa doutrina e prática do Evangelho.
Reverendo Augustus Nicodemos em “ O Tempora o Mores”

SHOFAR E CAJADO

Compara-se a corneta de chifre de animal, muito comum no Oriente, ao som das trombetas /cornetas militares, com o propósito de alertarem a população sobre um ataque inimigo e/ou risco iminente; já o cajado, usado por pastores que cuidam do rebanho, simbolizam o cuidado e zelo ministeriais. Pois bem; quero levá-los(as), nessas breves palavras, a refletirem comigo sobre este binômio abençoado e abençoador, que vem inquietando-me desde a noite anterior: SHOFAR & CAJADO !
Os profetas da antiguidade, tanto Vetero quanto Neotestamentários, literalmente, " colocaram a boca no trombone";ou ainda, criando um neologismo para o passado, "colocaram a boca no shofar". Pra que?! Com que finalidade?! Denunciar o erro, chamar a atenção de seus conterrâneos e contemporâneos para as meias-verdades, atacarem a injustiça, alertar sobre ensinos de demônios e heresias, e serem consciência da cidade, região e, muitas vezes, até da nação inteira ! Logicamente, nenhum deles(as) ganhou um lugar de destaque entre seus pares; não foram condecorados,nem tiveram um assento de honra nas reuniões solenes; não receberam qualquer medalha de honra ao mérito por suas preleções, nem mesmo foram pessoas bem quistas e de muitos amigos...pelo contrário, todos(as) sabemos o que ocorreu( e ocorre) com aqueles que, atendendo a uma direção Divina e ao chamado irresistível do Eterno, alçam sua voz, (ou usam a "high tech") para até certo ponto, causarem inquietação, constrangimentos e desconfortos ( não PESSOAIS, mas das consciências e do limiar de discernimento espiritual de cada cristão). Segundo o profeta Jeremias, conforme a TLH:" meu coração bate forte; não posso me calar"...
A outra figura, a do cajado, mais socialmente aceita, porém não menos importante, remete-nos ao zelo, cuidado, carinho e atenção dispensados ao "rebanho", às ovelhas espirituais das quais somos guardiões quando do exercício do ministério pastoral. Pra que ?! Com qual PROPÓSITO?!... o cajado leva-me à dimensão , humanamente falando, da mão do Pai que toca, cuida, restaura, acaricia, traz para si, apresentando-nos ao povo Dele como a expressão viva do Seu zelo para com as preciosas vidas pelas quais Ele tudo fez(e ainda faz). Viveu, sofreu , morreu e ressurgiu entre nós, na manifestação maior do amor.. . INCONDICIONAL, irrevogável e, para nós , irrecusável. Somos ,então, pastores(as) que manifestam a glória do Pai, o amor Divino, ao encarnarmos Seu cuidado e proteção para com essas vidas !
Quero ser, SIM, shofar ," voz de Deus" para a minha geração; com toda a franqueza, mesmo não tendo a intenção de ferir , nem magoar os sentimentos de quem quer que seja; mas serei ainda, shofar, doa a quem doer ( "não posso me calar"...); mas, não renunciarei meu chamado pastoral, conquanto seja PROFETA-PASTOR, conciliando o binômio shofar & cajado, sendo " VOZ E MÃO de Deus", ao mesmo tempo, para abençoar minha nação !!!


Na graça e paz de Cristo Jesus.

Pr. Adivaldo Oliveira Junior / PIB – Macapá.

A RELAÇÃO ENTRE DINHEIRO E FÉ NA ESPIRITUALIDADE COMTEMPORÊNEA

01 Setembro 2009


Hoje vivemos em uma época onde as pessoas estão em busca de soluções para as situações difíceis da vida que geralmente estão relacionadas a duas áreas, são elas: Matérial e Espiritual. Por conta disto alguns têm aproveitado da fé alheia para crescerem financeiramente, e estes são pessoas de boa eloqüência e de boa aparência que facilmente enganam os mais fracos e necessitados devido às situações difíceis que se encontram, sejam elas, espirituais e, por conseguinte materiais. Em nossa época, tanto aqueles que enganam como os que são enganados, provam que a relação entre o dinheiro e a fé na espiritualidade contemporânea está muito longe de ser aquilo que a Bíblia nos revela acerca do assunto “dinheiro e fé”. Quero citar aqui, apenas para trazer a memória, que este não é um assunto apenas em nível de Brasil – estrangeiros iniciaram um tipo de campanha que relacionava dinheiro e fé, “vender terreno no céu” virou até quadro de programa humorístico na TV; e também não é só contemporâneo – Lutero enfrentou a exploração da fé com as indulgências a muito tempo atrás.
Olhando para a época em que vivemos vejo que as pessoas precisam de alfabetização acerca do assunto. Precisam entender que a fé genuína, que tem plena satisfação em Deus, deve vir primeiro e não a compra de soluções para situações difíceis; está havendo uma inversão de valores muito grande, o dinheiro está sendo valorizado e a fé genuína desvalorizada, pessoas estão indo além de suas possibilidades financeiras para presenciarem em suas vidas algum tipo de milagre para uma situação difícil, mas estas situações só serão resolvidas através da fé verdadeira que move montanhas e não pela quantidade de dinheiro que se paga. As pessoas também precisam entender que é o coração de adorador (de uma pessoa que tem fé genuína, àquela que se satisfaz em Deus) que manda e não a quantia a ser dada; antes de se oferecer dinheiro, precisa-se sondar o coração. Nesta relação entre dinheiro e fé vemos que o que mais vale é a quantidade de dinheiro oferecida, quando na verdade o mais importante é contribuir conforme o coração, 2 Corintios 9:7 diz “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração...” , ou seja, segundo o que o coração indicar; uma pessoa de fé genuína entenderá e agirá assim e estará sendo alfabetizada com relação ao assunto tratado. Nesta alfabetização ainda é necessário entender que se estivéssemos hoje no tempo de Cristo, Ele mandaria qualquer pessoa se resolver dentro de seus planos econômicos antes de tomar qualquer atitude “espiritual” quanto suas contribuições (Mt.5:23-26). Creio eu, que quem fizer qualquer tipo de dívidas para pagar eventos espirituais sem que primeiro acerte sua situação com o próximo e com a sociedade está em pecado, tanto com quem recebe o dinheiro como com aquele a quem se deve. O que mais vemos hoje, nesta relação de dinheiro e fé dentro da espiritualidade contemporânea são pessoas deixando suas responsabilidades e se aventurando em pagar primícias e eventos espirituais variados, mas antes disto é preciso ter a vida em ordem com a sociedade e com o próximo, pois, Deus não cobra dinheiro e sim outro tipo de ação: aniquilamento das coisas ligadas a esta terra para a ascensão do que é espiritual.
O que podemos perceber hoje em dia é que as pessoas que não tem um verdadeiro entendimento acerca do assunto “dinheiro e fé” na espiritualidade contemporânea não estão se importando muito com o que é correto ou como fazer para se alfabetizarem nesta situaçã. Sejam as pessoas prejudicadas ou aquelas que prejudicam estão bem mais interessadas nas suas verdades com relação ao assunto; o relativismo tomou posse e é o que interessa para muitos em nossa sociedade contemporânea, pois o que importa é que está “dando certo” e não o que é certo, pois hoje em dia, cada um faz e tem a sua verdade.
Um dia quando a consciência de certas pessoas que relacionam mal o assunto “dinheiro e fé” tiver alcançado um estado da compaixão divina, poderão descobrir o quanto deixaram a desejar em seu entendimento e prática e se sentirão responsáveis por terem contribuído com os erros encontrados na espiritualidade contemporânea com relação ao assunto dinheiro e fé.
Hoje em dia as pessoas precisam se libertar das situações difíceis que se encontram na área espiritual e material; mas antes disto, creio que mais do que nunca as pessoas precisam se libertar do medo e dos erros que foram implantados em seus corações devido à falta de entendimento sobre um assunto bem polêmico hoje em dia, que é o relacionamento entre a fé e o dinheiro na espiritualidade contemporânea. Termino dizendo que é possível estabelecer uma boa relação entre a fé (digo, genuína – àquela que tem sua plena satisfação em Deus) e o dinheiro dentro da espiritualidade contemporânea, mas para isto; é preciso atentar para uma alfabetização acerca do assunto.
Pr. Márcio B.S. Trindade

80 RAZÕES PORQUE O CRENTE NÃO PERDE A SALVAÇÃO

01. Gênesis 7:16 - Sendo a arca um tipo de Cristo (IPe.3:20,21; Rm.3:6:4), o crente está seguro nele (Cl.3:3; Ap.3:7).
02. Efésios 4:30 - O crente está selado no Espirito Santo (Ef.1:13; IITm.2:19), e este selo é inviolável e irrevogável (Es.8:8; Dn.6:12).
03. II Coríntios 1:22 - O crente tem o penhor do Espirito Santo como garantia segura e inabalável (IICo.5:5).
04. Gálatas 3:15 - Deus fez com o crente, na pessoa de Abraão (Gl.3:29), uma aliança irrevogável.
05. I Coríntios 11:25 - Deus fez com o crente, na pessoa de Abraão, uma aliança incondicional, selada com sangue (Jr.34:18, 19; Gn.15:12-21) , e não com sapato (Rt.4:7,8) ou com sal (Nm.18:19; Lv.2:13).
06. Gênesis 15:12 - Deus fez com o crente, na pessoa de Abraão, uma aliança unilateral (o rompimento da aliança só seria possível se Deus morresse).
07. Jeremias 31:31-33 - Mediante a nova aliança (com sangue), o temor do Senhor é insuflado no coração do crente (Jr.32:39,40) para que não se aparte de Deus (Hb.3:12;8:8- 13; Ez.36:26,27) .
08. Salmos 12:7 - O crente é guardado por Deus, do mal que há no mundo.
09. Salmos 17:8 - O crente é guardado por Deus como a menina dos Seus olhos.
10. Salmos 25:20 - A alma do crente é guardado por Deus (Sl.97:10).
11. Salmos 37:28 - O crente é preservado para sempre.
12. Salmos 12l:5-8 - O Senhor guarda o crente; guarda a sua alma de todo o mal; guarda a sua saída; guarda a sua entrada; e o guarda para sempre.
13. Salmos 145:20 - O Senhor guarda os crentes que O amam.
14. Jeremias 31:3 - O amor de Deus para com o crente é eterno.
15. Jó 5:19 - O crente é guardado do mal (Sl.91: Jo.17:9-26).
16. I João 5:18 - O crente é guardado do maligno (IITs.3:3; Jr.31:11).
17. Judas 24 - O crente é guardado para não tropeçar (ISm.2:9; Is.63:13).
18. João 11:9 - A fé do crente não lhe permite tropeçar (Rm.9:31-33) .
19. Provérbios 10:25 - O crente tem perpétuo fundamento (IITm.2:19; ICo.3:11).
20. I Pedro 1:5 - O crente é guardado pela fé no poder de Deus.
21. Hebreus 12:2 - Jesus é o Autor da fé, e por isso, o crente não pode perdê-la (Fp.1:29; ICo.3:5; At.18:27; Gl.5:22; IITs.3:2).
22. Romanos 16:25 - O crente é guardado pelo poder de Deus (IITm.1:12; Jd.24).
23. Hebreus 6:17 - A salvação do crente se fundamenta em duas coisas imutáveis: a) a promessa (Js.21:45; At.13:32; IICo.1:20; Ef.3:6; Hb.9:14,15;10: 23; IJo.2:25); b) o juramento (Hb.6:16). Só a promessa, sem o juramento já era em si mesma suficiente, mas Deus querendo mostrar a imutabilidade daquilo que Ele decretou, foi além da promessa, fazendo juramento. E Deus foi ainda mais além quando jurou pelo Seu próprio nome, porque não havia outro nome superior ao Seu (Hb.6:13,16; Jr.44:26;Nm. 23:19).
24. Salmos 37:33 - O crente jamais será condenado (Sl.89:30-35; ICo.11:32).
25. Salmos 37:23,24 - Se o crente cair, não ficará prostrado (Sl.145:14; Pv.24:16; Jó 4:4; Rm.14:4;Mq.7: 8).
26. Salmos 121:3 - O crente pode cair da graça (Gl.5:4), mas jamais cairá para a perdição (Sl.17:5;66: 9).
27. Isaías 46:3,4 - O crente é conduzido por Deus até o fim (Sl.121:8).
28. I Coríntios 10:13 - A tentação não pode condenar o crente (Rm.6:14,18; IIPe.2:9).
29. João 4:14 - O crente jamais terá sede (Lc.16:24).
30. João 5:24 - O crente já passou da morte para a vida.
31. Romanos 6:8,9 - O crente já morreu com Cristo (IITm.2:11).
32. I Pedro 1:3,4 - O crente foi regenerado para uma viva esperança.
33. I Pedro 1:23 - O crente foi regenerado pela Palavra de Deus.
34. I João 3:9 - O crente foi regenerado pelo Espirito Santo (Jo.3:5; Tt.3:5).
35. João 6:37-40 - O crente jamais será lançado fora.
36. João 6:47 - O crente já possui a vida eterna (IJo.5:11-13; ITm.6:12).
37. João 10:28 - O crente não pode ser arrancado da mão do Filho.
38. João 10:29 - O crente não pode ser arrancado da mão do Pai.
39. Lucas 15:3-10 - Há alegria no céu por um pecador que se arrepende.
40. João 10:27 - O crente é conhecido do Senhor (Jo.10:14; IITm.2:19; ICo.8:3; Gl.4:9; Mt.7:21-23).
41. Mateus 28:20 - Jesus está com o crente todos os dias até o fim dos séculos.
42. Romanos 8:1 - Nenhuma condenação há para o crente (Rm.8:33,34) .
43. Romanos 8:30 - Sendo justificado, o crente também será glorificado.
44. Romanos 8:28 - Todas as coisas cooperam para o bem do crente (Gn.50:20).
45. Romanos 8:35-39 - Nada poderá separar o crente do amor de Deus (Jo.13:1).
46. I Coríntios 3:15 - O crente infiel será salvo como pelo fogo (ICo.5:1-5;11: 29-32).
47. I Coríntios 1:8 - O crente será confirmado até o fim (Rm.16:25; IITs.3:3).
48. Filipenses 1:6 - Deus mesmo terminará a obra no crente (Fp.2:13).
49. Colossenses 3:3 - A vida do crente está escondida com Cristo em Deus.
50. Efésios 5:27 - A igreja será sempre irrepreensível (IICo.11:2; ICo.12:26,27) .
51. I Tessalonicenses 5:1-10 - O crente não será surpreendido na vinda do Senhor.
52. II Timóteo 2:13 - O crente infiel será salvo pela fidelidade de Deus (Rm.3:3).
53. Hebreus 13:5 - O crente jamais será abandonado por Deus.
54. I João 5:1 - O crente é nascido de Deus, e não pode "desnascer"
55. I Pedro 1:4 - O crente possui a natureza divina.
56. Romanos 8:9-11 - O crente é propriedade de Cristo (ICo.6:19,20) .
57. I Tessalonicenses 5:23,24 - O crente é conservado irrepreensível.
58. I João 5:16 - O crente não pode pecar para a morte eterna (IJo.3:9;5:18) .
59. I Coríntios 12:3 - O crente não pode blasfemar contra o Espírito Santo (Mt.12:32; Mc.9:39,40;Lc. 11:23; IJo.5:10; Jo.3:33).
60. I João 2:19 - O crente é perseverante na fé (Mt.10:22;24: 13; IIJo.9; Ap.13:10;14: 12).
61. João 10:26 - O crente é ovelha e não porca lavada (IIPe.2:20-22) .
62. João 13:10 - O crente já está limpo do seu pecado (Jo.15:3).
63. I Coríntios 1:30 - Cristo é a justiça do crente.
64. I Coríntios 1:30 - Cristo é a santificação do crente.
65. I Coríntios 1:30 - Cristo é a redenção do crente.
66. Salmos 25:20 - Deus é o refúgio do crente (Hb.6:18).
67. I João 2:22,23 - O crente não pode negar o filho (Mt.10:33; IITm.2:12).
68. Romanos 8:37 - O crente sempre será vencedor (Jo.16:33; Ap.2:7,11,17, 26;3:5,12, 21).
69. I João 5:4 - O crente vence o mundo.
70. I João 2:14 - O crente vence o diabo (IJo.4:4; Ap.12:11).
71. Romanos 6:14 - O crente vence o pecado (a carne).
72. Romanos 11:29 - O dom de Deus é irrevogável.
73. João 19:30 - Todo o pecado do crente está consumado.
74. Gálatas 3:13 - O crente foi resgatado para sempre da maldição da lei.
75. Apocalipse 5:9 - O crente foi comprado com sangue (ICo.6:20;7: 23; IPe.1:18,19) .
76. Salmos 90:17 - É Deus quem efetua a obra no crente (Jo.3:21; Ef.3:20; Is.26:12;64: 4; Fp.2:13).
77. João 17:20 - Cristo intercedeu pelos crentes, e continua intercedendo (Hb.7:25; IJo.2:1; Rm.8:34).
78. Romanos 8:26,27 - O Espírito Santo intercede pelo crente.
79. II Coríntios 1:20 - Jesus é o "Amém" das promessas de Deus (Jo.6:47).
80. I Pedro 4:1 - O crente já cessou do pecado (Rm.6:14; IJo.3:9).

Autor desconhecido