Não se pode reduzir o termo "SHALOM" apenas a um sentido restrito de paz interior, individual ou uma libertação de qualquer dificuldade que o indivíduo enfrente. Paz como "SHALOM" vai além deste entendimento e tem a haver com o próximo, com o público, com as fronteiras sendo tranpostas, aquilo que sentimos com relação a paz deve ser sentido no contexto público.
A Igreja precisa sair da paz privada e promover a paz pública; a Igreja tem uma missão que é a missão de promover a paz e a cultura de paz. Esta promoção jamais será possível fora de Jesus Cristo; pois Ele é o principe da paz e é o único que em todos os sentidos pode trazer verdadeira paz à uma população atolada até a cabeça na injustiça que lhe é imposta - o Próprio Jesus disse:
"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou..." (Jo 14, 7).
A Igreja hoje é a responsável de promover esta Obra de Cristo no mundo. Jesus em seu contexto de vida pregou paz a todas as pessoas, aos cativos e oprimidos de sua sociedade, assim a Igreja não está livre de em seu contexto atual promover a paz e a cultura de paz. A paz está baseada em uma ordem justa e a Igreja hoje tem o poder de Deus para a evangelização (At.1:9) e este poder deve ser usado para o serviço do Reino em promover esta paz; seguindo assim o exemplo de Jesus.
Digo que a missão da Igreja em promover a paz em primeiro lugar deve ter como meta a cultura de paz. A Igreja deve instruir famílias a estabelecerem em seu ambiente de convívio uma cultura de paz, não somente isto, mas dar a sua contribuição agindo com caridade em meio a um mundo de opressão pública (Mt.7:1,2). A Igreja pode lutar contra a violência não participando de atividades não construtivas, mas ao mesmo tempo pregando que com Jesus sempre há uma solução para a vida dos cansados e sobrecarregados. Sejamos como Igreja insentivados por aqueles que um dia lutaram em prol da paz e da cultura de paz; tendo em primeiro lugar como exemplo aquele que foi e é o principe da paz - Jesus Cristo.
Pr. Márcio Barroso dos Santos Trindade






